terça-feira, 2 de maio de 2017
É engraçado que depois de uma conversa dessas eu esteja bem. Eu tava bem bad mesmo, mas saber que tu está bem, que tu conseguiu o que eu sempre te desejei, de alguma forma me fez ficar bem mais calmo. É bom saber que aquele sentimento egoísta que eu achei que teria ao te ver feliz não veio. Eu falei absurdamente sério quando disse que fiquei orgulhoso de tu também, André. E isso me permitiu ficar orgulhoso de mim também, por conseguir receber sua felicidade tão bem. De alguma forma refletiu em mim. Então obrigado por isso. Até quando não é tua intenção, tu consegue me trazer algo bom. :)
segunda-feira, 1 de maio de 2017
Ei Deco, é meio engraçado eu estar fazendo desse blog um diário dirigido a tu, sabendo que você provavelmente nunca vai ver. Mas me dói não poder te falar tudo o que estou sentindo, me dói não te ter aqui pra conversar, pra dar um abraço, então me perdoa por estas palavras não ditas, eu não tenho muita escolha :(.
Eu não sei mais o que fazer, sabe? Eu sou uma pessoa que passei mais da metade da minha vida vivendo uma constante auto-sabotagem e eu demorei bastante pra entender isso. E eu te conheci, e tu me fez um bem tão enorme que não importa quantas vezes eu já tenha te dito isso, tu nunca vai ter noção. E eu encontrei em você a cura pra minha tristeza, a motivação pra seguir em frente que já me estava faltando. E eu acordei feliz TODOS os dias que tu estava lá comigo, todos. E a gente seguiu um caminho perigoso, né?
Eu não sei ainda o quanto eu errei ao terminar esse namoro, Deco. Eu passei duas semanas pedindo pra morrer, de verdade. E de repente, um dia eu só acordei bem. Simples assim. Mas eu não estava 100% bem, eu nunca estive. Todos os dias desde que a gente terminou eu me pergunto como você tá, eu desejo de todo o meu coração o seu bem, que você consiga ser feliz. Eu me preparo todos os dias pra te ver com outra pessoa, feliz e poder segurar minhas lágrimas pra te desejar a felicidade que eu de fato te desejo.
E aí um belo dia eu somente sonhei contigo. E eu não te disse essa parte, mas a gente ficava no sonho também... e eu penso que no teu também, né? Não ia fazer muito bem essa parte ficar clara. E a bad voltou, Deco. Com uma força enorme, me fazendo repensar tudo aquilo que eu não consegui deixar certo na minha cabeça. Se tu soubesse o tanto de vezes que me dá vontade de desistir desse orgulho ridículo e voltar correndo pra tu, talvez tu tomasse essa iniciativa que eu não consigo ter, que ninguém me deixa ter.
Eu tenho uma certeza enorme que você já ficou e transou com mais pessoas que eu uma vez mais desde o fim do nosso namoro, eu sempre fui lerdo pra isso né. Mas a verdade é que eu não consigo encontrar nas pessoas algo que me atraia, não por enquanto. Porque eu procuro você, André. Eu teimo em te procurar em lugares que nunca vou encontrar. E isso tá me matando pouco a pouco.
Sei bem que disse que poderia ser feliz com outra pessoa. E todo fim de namoro é a mesma coisa, eu fico me perguntando se isso é mesmo verdade. Se eu realmente posso. E eu sei que muito pouco tempo se passou, apesar de me sentir preso nesse pesar por uma eternidade.
Eu sou muito imediatista, tu sabe. E essa espera, esse tempo, pra que o coração acalme está me enlouquecendo, Deco. Meu corpo inteiro grita por tu e eu preciso fingir que não. A minha vontade é de gritar pra ver se a voz encobre essa dor no peito, mas eu sei que não. Então eu choro. Quieto, calado. Esperando um dia essa minha cabeça inquieta se entender, pra que eu não volte correndo pra tu pra te machucar de novo.
É meio louco isso, né? Eu escutei uma música que tem ficado na minha cabeça muito esses dias. Nome dela é Gente bonita - Fióti, ela fala assim:
"Desde pequeno mamãe dizia:
"Cuidado com as voltas que o mundo dá
Menino, saiba que a alegria
E a dor 'tão no mesmo lugar"
Amor de verdade é livre
Não fica tentando secar
A diferença entre o remédio
E o veneno, é a dose que se usa
Ainda mais quando se tem afeto
Quando se quer junto, perto
mesmo se o caminho é incerto
Decerto que vale apostar"
E eu fico me perguntando se esse caminho incerto de tentar voltar e dar certo contigo vale o risco. Mas minha cabeça continua a me responder que não, porque o problema não tá em tu, tá em mim, com essa constante incerteza, com essa constante vontade de mudar, com essa constante auto-sabotagem. Eu acho que me viciei em você, Deco. Porque você foi o remédio da minha insanidade, da insanidade que eu vejo no mundo, e pelo tempo que a gente esteve junto, eu pude ver beleza de novo. Eu pude ter uma paz que eu sei que não é minha. Você quem me deu. E eu viciei.
E essas crises de abstinência tão me matando, porque o mundo perdeu o sentido de novo, quando tu desceu do carro pela ultima vez.
Obrigado por insistir naquele ultimo beijo, André.
Eu te amo pra caralho,
René.
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