E eis que casamento é complicado. Duas pessoas fazendo votos de amor e cuidado, carinho e proteção... de suporte. Quantas vezes não vemos esses votos quebrados? Quantas vezes não vemos a separação e o fim do amor?
Casamento é uma etapa dificílima. Talvez a maior e a mais árdua. Para cada um, é como andar em uma corda sobre um penhasco, indo em direção ao outro. Assustador? Sim. E daí?
É um desafio. Se você vacilar, a corda balança e ambos caem. Se você olhar para baixo, pode ter vertigens e cair, levando seu parceiro junto. E daí?
Você já passou pelos tempos de incerteza no amor. Pelas vertigens e dúvidas. Chegou a hora de amadurecer de verdade a relação. Enquanto você olhar para seu(sua) parceiro(a) vindo em sua direção e encontrar ali um porto seguro, não vai haver necessidade de olhar para baixo com vertigens. Não vai haver motivos para vacilar. Afinal, a névoa já ficou lá embaixo, e você enxerga muito bem o que está na sua frente. Você enxerga amor.
E você dança. Dança numa corda sobre um penhasco enquanto houver alguém pra você do outro lado. E ele(a) vai dançar também. E a poesia vai estar sempre ali, pra vocês e pra quem assiste. Porque não há mais motivos para medos. As duvidas podem até voltar, mas juntos, sempre é mais fácil contorná-las. Como sempre foi, como sempre vem sendo. As dúvidas tornam-se certezas e só fortalecem a relação.
Ao casal, que seus olhos continuem focados. Que a música nunca pare e que a corda seja sempre um lugar de equilíbrio e amor. Que o sol nasça e se ponha enquanto a dança continua e que o sorriso sempre seja a reação de vocês ao olhar um para o outro e que quando os momentos de fraqueza vierem, pois eles sempre vem, vocês possam encontrar conforto e consolo um no outro. Que a corda esteja sempre lá, firme.
Desejo a vocês toda a felicidade do mundo, sinceramente. :)
segunda-feira, 1 de dezembro de 2014
segunda-feira, 27 de outubro de 2014
"Ai se sêsse"
Eu estou na Inglaterra. Reino Unido. Na 11º maior cidade daqui (ou algo do tipo). Segunda maior cidade multicultural da Inglaterra, perdendo apenas para a capital. Os transportes funcionam, você pode andar a hora que quiser na rua (apesar de que vacilo é vacilo em todo lugar), mexer no seu celular e levar seu laptop na mochila sem o medo de furto iminente. Tem gente de tantas, tantas, nacionalidades que você geralmente fica até embaraçado pra cumprimentar, sem saber a maneira certa. Existe lixo em todo canteiro, mas as ruas são, geralmente, bem limpas porque existe um sistema de limpeza eficiente. É bom viver aqui. Como estudante principalmente! O clima agradável e a ausência de ladeiras permitem você andar pra todo e qualquer lugar sem cansar muito, ou andar de bicicleta em relativa segurança.
Aqui as estações são bem definidas e as pessoas nos bares são amigáveis. a cerveja é boa, mas as festas acabam cedo e os bares tem hora para fechar. Os estudantes são, bem, estudantes. Sempre tentando economizar, reclamando que pagam caro por uma universidade e ela não dá X ou Y. Fazendo festas em casa e estudando no desespero. Sempre tentando aproveitar ao máximo.
É bom viver aqui.
Porém, falta calor.
Não o calor do sol escaldante. O calor do brasileiro, do nordestino. O calor de abraços. O calor de sempre estar aberto a amizades. O calor de não se esforçar pra ser gentil. O calor da cozinha com cheiro de comida boa. Falta Brasil aqui.
Ah, se eu pudesse levar a segurança e eficiência das cidades daqui para o Brasil! Ah! Esse seria o lugar perfeito. O país mais bonito não é o dos grandes monumentos, nem o da maior economia. É o do povo mais feliz, da beleza mais natural e onde a humildade para receber o visitante de modo servil e a coragem para defender seus princípios se mesclam de forma bonita.
Ah! Na minha região tem fome, pobreza e violência. Mas em que terra não tem? Mas na minha terra tem crianças brincando nas ruas, e pessoas indo trabalhar cedo. Na minha região, que recebe pouca ajuda, estamos sempre dispostos a dar a mão ao próximo, porque só quem vê a tristeza tão de perto está disposto a não permitir que outras pessoas precisem vivê-la. Mas somos um povo forte, também. Nossa vegetação predominante, a Caatinga, nos representa bem. Mesmo na dificuldade, sobrevivemos, e na fartura, mostramos quão surpreendentes podemos ser. Lá, aprendemos a valorizar o trabalho do agricultor e do fazendeiro. Descobrimos que nas comidas mais simples podem-se encontrar grandes preciosidades da culinária. Fazemos amizades fácil.
Ah! se eu pudesse exportar nosso jeito pra cá e pro resto do mundo! Quiça não aprendêssemos uns com os outros e deixássemos as diferenças de lado. Quiçá eu estaria comendo um baião com carne de sol e meus amigos estariam indo pra universidade em transporte público e sem receios.
Ah, se o mundo falasse nosso "oxente" pra o preconceito e nosso "chegue cá, dê um abraço" pra toda forma de amor...
Sou Brasileiro com orgulho. Sou Nordestino com orgulho. E mesmo nosso país não andando às mil maravilhas (e garanto que vai ser bem difícil encontrar um que esteja), tenho orgulho da nossa cultura e do que já conquistamos. Tenho orgulho da luta de todos os dias de cada brasileiro. Orgulho das diferenças de opiniões. Me entristece ver não a ignorância de alguns (quem sou eu pra falar de ignorância?), mas a falta de caráter, só que isso já é algo que vem de dentro. Esse intercâmbio me permitiu conhecer pessoas de grande parte do Brasil, e digo uma coisa: Somos um país de muitas diferenças, somos um país de muitos pontos de vista, mas somos Um País.
Aqui as estações são bem definidas e as pessoas nos bares são amigáveis. a cerveja é boa, mas as festas acabam cedo e os bares tem hora para fechar. Os estudantes são, bem, estudantes. Sempre tentando economizar, reclamando que pagam caro por uma universidade e ela não dá X ou Y. Fazendo festas em casa e estudando no desespero. Sempre tentando aproveitar ao máximo.
É bom viver aqui.
Porém, falta calor.
Não o calor do sol escaldante. O calor do brasileiro, do nordestino. O calor de abraços. O calor de sempre estar aberto a amizades. O calor de não se esforçar pra ser gentil. O calor da cozinha com cheiro de comida boa. Falta Brasil aqui.
Ah, se eu pudesse levar a segurança e eficiência das cidades daqui para o Brasil! Ah! Esse seria o lugar perfeito. O país mais bonito não é o dos grandes monumentos, nem o da maior economia. É o do povo mais feliz, da beleza mais natural e onde a humildade para receber o visitante de modo servil e a coragem para defender seus princípios se mesclam de forma bonita.
Ah! Na minha região tem fome, pobreza e violência. Mas em que terra não tem? Mas na minha terra tem crianças brincando nas ruas, e pessoas indo trabalhar cedo. Na minha região, que recebe pouca ajuda, estamos sempre dispostos a dar a mão ao próximo, porque só quem vê a tristeza tão de perto está disposto a não permitir que outras pessoas precisem vivê-la. Mas somos um povo forte, também. Nossa vegetação predominante, a Caatinga, nos representa bem. Mesmo na dificuldade, sobrevivemos, e na fartura, mostramos quão surpreendentes podemos ser. Lá, aprendemos a valorizar o trabalho do agricultor e do fazendeiro. Descobrimos que nas comidas mais simples podem-se encontrar grandes preciosidades da culinária. Fazemos amizades fácil.
Ah! se eu pudesse exportar nosso jeito pra cá e pro resto do mundo! Quiça não aprendêssemos uns com os outros e deixássemos as diferenças de lado. Quiçá eu estaria comendo um baião com carne de sol e meus amigos estariam indo pra universidade em transporte público e sem receios.
Ah, se o mundo falasse nosso "oxente" pra o preconceito e nosso "chegue cá, dê um abraço" pra toda forma de amor...
Sou Brasileiro com orgulho. Sou Nordestino com orgulho. E mesmo nosso país não andando às mil maravilhas (e garanto que vai ser bem difícil encontrar um que esteja), tenho orgulho da nossa cultura e do que já conquistamos. Tenho orgulho da luta de todos os dias de cada brasileiro. Orgulho das diferenças de opiniões. Me entristece ver não a ignorância de alguns (quem sou eu pra falar de ignorância?), mas a falta de caráter, só que isso já é algo que vem de dentro. Esse intercâmbio me permitiu conhecer pessoas de grande parte do Brasil, e digo uma coisa: Somos um país de muitas diferenças, somos um país de muitos pontos de vista, mas somos Um País.
quinta-feira, 9 de outubro de 2014
Você já perdeu.
É tão triste o que eu vejo hoje em dia. O assunto do momento é política e assuntos "secundários" como a falta de água em São Paulo e o preconceito com o nordestino. Ódio não se combate com ódio, sabe? Se você se sujeitar a isso, já perdeu.
Sinto muito informar que nunca conheci ninguém que mudou de opinião com seu discurso de ódio e sem argumentos. Com seu discurso "votar em Aécio pra tirar o PT" ou "votar em Dilma porque Aécio cheira cocaína". Com seu discurso "Sulistas, agora morram sem água porque eu vou rir enquanto tomo banho" ou "Nordestinos imbecis, votam em Dilma novamente pra sustentar suas bolsas-esmola". Quão limitado é você pra achar que isso é discurso convincente pra mudar o voto, pra acabar com o preconceito? A partir de que momento você se sujeitou a fazer o mesmo discurso de ódio que critica? Você já perdeu.
Eu já acho difícil convencer algumas pessoas mesmo com argumentos válidos e discussão respeitosa, quem dirá ofendendo as mesmas. Você vai sustentar o "regionalismo radical" e entrar no mesmo nível daqueles que ofendem sem razão? Vai sustentar um partido político e acabar com amizades sem nem mesmo saber o plano de governo dele? Sem se permitir conhecer o outro lado? Você já perdeu.
Generalizem, tornem tudo 100% e apliquem o seu discurso de ódio numa parcela da humanidade, transformem as minorias em maiorias e generalizem. Enfatizem e compartilhem o discurso de ódio de poucos como se fosse de muitos, e vocês estarão contribuindo para o caos, pra aquilo que você tanto critica. Você já perdeu.
Não, obrigado. Não costumo comprar brigas. Discutir com argumentos racionais sempre me pareceu mais frutífero. Sempre lembro que tenho dois ouvidos e um cérebro entre eles, e a boca é pra refletir o que aprendi com ambos. Sei ouvir, sei aprender e sei reconhecer erros, afinal, fazer um aliado sempre é melhor do que ganhar um inimigo.... mesmo perdendo, eu ganho.
Sinto muito informar que nunca conheci ninguém que mudou de opinião com seu discurso de ódio e sem argumentos. Com seu discurso "votar em Aécio pra tirar o PT" ou "votar em Dilma porque Aécio cheira cocaína". Com seu discurso "Sulistas, agora morram sem água porque eu vou rir enquanto tomo banho" ou "Nordestinos imbecis, votam em Dilma novamente pra sustentar suas bolsas-esmola". Quão limitado é você pra achar que isso é discurso convincente pra mudar o voto, pra acabar com o preconceito? A partir de que momento você se sujeitou a fazer o mesmo discurso de ódio que critica? Você já perdeu.
Eu já acho difícil convencer algumas pessoas mesmo com argumentos válidos e discussão respeitosa, quem dirá ofendendo as mesmas. Você vai sustentar o "regionalismo radical" e entrar no mesmo nível daqueles que ofendem sem razão? Vai sustentar um partido político e acabar com amizades sem nem mesmo saber o plano de governo dele? Sem se permitir conhecer o outro lado? Você já perdeu.
Generalizem, tornem tudo 100% e apliquem o seu discurso de ódio numa parcela da humanidade, transformem as minorias em maiorias e generalizem. Enfatizem e compartilhem o discurso de ódio de poucos como se fosse de muitos, e vocês estarão contribuindo para o caos, pra aquilo que você tanto critica. Você já perdeu.
Não, obrigado. Não costumo comprar brigas. Discutir com argumentos racionais sempre me pareceu mais frutífero. Sempre lembro que tenho dois ouvidos e um cérebro entre eles, e a boca é pra refletir o que aprendi com ambos. Sei ouvir, sei aprender e sei reconhecer erros, afinal, fazer um aliado sempre é melhor do que ganhar um inimigo.... mesmo perdendo, eu ganho.
segunda-feira, 29 de setembro de 2014
"Nada é fácil de entender...."
Sei lá... toda vez que algum conhecido morre eu sinto necessidade de falar sobre morte em si, acho que é comum, vejo muita gente assim. É extremamente triste essa coisa de nunca mais poder ver aquela pessoa de novo. Dói. E mesmo assim tanta gente morre por dia... quando você não conhece você praticamente não sente, né? Sempre achei meio hipócrita dizer que sente a morte de pessoas famosas que você nunca sequer interagiu na vida. Mas quanto mais próximo, mais a gente sente.
É interessante que as pessoas sempre morrem. Tudo que tem vida um dia encontra a morte, algo tão natural e mesmo assim algo que sempre nos pega de surpresa, afinal, nos acostumamos com "média de vida" e a gente sempre espera que todo mundo atinja pelo menos ela, né? Talvez a dor que sintamos na morte de um próximo seja um pouco pelo fato de nunca termos o controle da situação, nunca podermos fazer nada. De sentir como se existisse algo brincando com sua vida e com a vida dos outros, meio que por maldade, e por você nunca ser capaz de fazer nada quanto a isso. Um sentimento de impotência que faz você parar.
Suicídio sempre foi um conceito delicado. Quem iria imaginar que aquela menina risonha, bonita e sempre simpática fosse um dia dar fim na própria vida? E pensar que a gente nunca vai saber o porquê deixa um espaço em aberto junto da ferida, né? Nessas histórias a gente vê o quanto a gente não conhece as pessoas, não verdadeiramente. E o quanto a sociedade reprime, condena e julga a ponto de fazer você usar uma máscara para esconder o que você realmente sente pelo simples medo do julgamento. E aí vem depressão e se você não se ater ao que lhe é importante, valioso, pode acabar assim.
Suicídio sempre foi pra mim um ato de covardia. A vida é complicada, difícil de lidar, e as pessoas não ajudam, geralmente. Sempre considerei a vida como uma "guerra pela sobrevivência", apesar de encontrar tanta beleza nela. Mas abandoná-la no meio, deixando pra trás familiares e tanta dor é um tanto egoísta, um tanto covarde. Sempre pensei assim. Hoje eu repenso. Minha tia me falou que o suicídio é um ato de coragem, e no momento que li isso, não compreendi, então fiz o que eu sempre faço quando não concordo com que o outro fala: procurei pensar no ponto de vista dela.
Então eu percebi que é sim, um ato de coragem em muitos aspectos, apesar de manter meu pensamento de que é um ato covarde. Coragem e covardia no mesmo ato? Sim. É claro pra mim que todo ser vivo preza pela sua vida, de um jeito ou de outro. Chegar ao ponto de tirar sua própria vida deve requerer uma coragem única, num momento único, que se passado, talvez nunca mais volte a existir. É um ato definitivo. E para se chegar a ele, provavelmente aquela menina deve ter pensado muito sobre. Deve ter pesado um pouco as consequências e chegado à conclusão de que não valia mais a pena, apesar de tudo. A cabeça dela deveria estar pra explodir de qualquer forma. Ela partiu para a última instância para acabar com a provável tristeza que ela sentia e não encontrava cura. Ela teve coragem suficiente de abandonar tudo o que ela amava e partir rumo ao desconhecido, sem volta garantida.
Eu sequer conhecia ela bem, conversei raras vezes e muito pouco, mas a morte dela me deixou triste. Foi radical demais, pegou todo mundo despreparado. E ela tinha tudo para ser feliz e mesmo assim encontrou tristeza, e se afogou. A vida é dura, por isso é preciso coragem pra abandoná-la com todos os que você ama.
Eu realmente espero que você tenha encontrado a felicidade, ou pelo menos eliminado a tristeza. :(
É interessante que as pessoas sempre morrem. Tudo que tem vida um dia encontra a morte, algo tão natural e mesmo assim algo que sempre nos pega de surpresa, afinal, nos acostumamos com "média de vida" e a gente sempre espera que todo mundo atinja pelo menos ela, né? Talvez a dor que sintamos na morte de um próximo seja um pouco pelo fato de nunca termos o controle da situação, nunca podermos fazer nada. De sentir como se existisse algo brincando com sua vida e com a vida dos outros, meio que por maldade, e por você nunca ser capaz de fazer nada quanto a isso. Um sentimento de impotência que faz você parar.
Suicídio sempre foi um conceito delicado. Quem iria imaginar que aquela menina risonha, bonita e sempre simpática fosse um dia dar fim na própria vida? E pensar que a gente nunca vai saber o porquê deixa um espaço em aberto junto da ferida, né? Nessas histórias a gente vê o quanto a gente não conhece as pessoas, não verdadeiramente. E o quanto a sociedade reprime, condena e julga a ponto de fazer você usar uma máscara para esconder o que você realmente sente pelo simples medo do julgamento. E aí vem depressão e se você não se ater ao que lhe é importante, valioso, pode acabar assim.
Suicídio sempre foi pra mim um ato de covardia. A vida é complicada, difícil de lidar, e as pessoas não ajudam, geralmente. Sempre considerei a vida como uma "guerra pela sobrevivência", apesar de encontrar tanta beleza nela. Mas abandoná-la no meio, deixando pra trás familiares e tanta dor é um tanto egoísta, um tanto covarde. Sempre pensei assim. Hoje eu repenso. Minha tia me falou que o suicídio é um ato de coragem, e no momento que li isso, não compreendi, então fiz o que eu sempre faço quando não concordo com que o outro fala: procurei pensar no ponto de vista dela.
Então eu percebi que é sim, um ato de coragem em muitos aspectos, apesar de manter meu pensamento de que é um ato covarde. Coragem e covardia no mesmo ato? Sim. É claro pra mim que todo ser vivo preza pela sua vida, de um jeito ou de outro. Chegar ao ponto de tirar sua própria vida deve requerer uma coragem única, num momento único, que se passado, talvez nunca mais volte a existir. É um ato definitivo. E para se chegar a ele, provavelmente aquela menina deve ter pensado muito sobre. Deve ter pesado um pouco as consequências e chegado à conclusão de que não valia mais a pena, apesar de tudo. A cabeça dela deveria estar pra explodir de qualquer forma. Ela partiu para a última instância para acabar com a provável tristeza que ela sentia e não encontrava cura. Ela teve coragem suficiente de abandonar tudo o que ela amava e partir rumo ao desconhecido, sem volta garantida.
Eu sequer conhecia ela bem, conversei raras vezes e muito pouco, mas a morte dela me deixou triste. Foi radical demais, pegou todo mundo despreparado. E ela tinha tudo para ser feliz e mesmo assim encontrou tristeza, e se afogou. A vida é dura, por isso é preciso coragem pra abandoná-la com todos os que você ama.
Eu realmente espero que você tenha encontrado a felicidade, ou pelo menos eliminado a tristeza. :(
quarta-feira, 9 de julho de 2014
Quem pode culpar?
Quem pode culpar o nosso país por ser o que é? Quem pode culpar os políticos corruptos, se nós deixamos o sistema da república capitalista tomar conta do país, este que limita o poder de toda e qualquer pessoa, mas não limita o poder do dinheiro? Quem pode culpar aquele que sonha em ser rico mais do que ser feliz, por achar que são as mesmas coisas, se nós permitimos que essa ideia tomasse conta da nossa mente? Quem pode culpar quem grita "sou brasileiro com muito orgulho, com muito amor" nos estádios e não sabe nem quem são os candidatos a vereador/senador/deputado, se nós deixamos que o "pão e circo" fosse nosso estilo de vida? Quem pode culpar a alienação do brasileiro, se nós sequer mudamos de canal para buscar outras opiniões? Quem pode culpar aquele que acusam de corrupção, se sequer sabemos se é verdade? Como culpar alguém por roubar patrimônio público, se muitos de nós roubam de formas diferentes, mas não menos injustas (sonegação, etc etc)? Quem pode culpar o indivíduo que tem mestrado e PHD que reclama da educação, e ainda assim vaia o hino de um país rival nos campos de futebol, se fomos criados aprendendo a jogar lixo na rua, furar filas e não ceder lugar para quem mais precisa?
Não é uma questão de política. Nunca foi. Nós tornamos os cargos políticos em profissões. Nós burocratizamos todo o sistema de repasse de verba e solicitação para autorizar obras, que limitamos a capacidade do governo de fazer o que se precisa em um mandato. E nós sequer pesquisamos o que é feito ou o que não é.... insistimos em ouvir alguém dizer algo sobre e já consideramos como certa a afirmação, ou nos atemos ao que vemos. E o que resta para os políticos, senão políticas de curto prazo onde o resultado é mais imediato, mas não sana o problema, para garantir seus cargos que se tornaram seus "ganha-pão"?
Quem pode dizer que só há candidatos corruptos, se sequer sabemos suas propostas ou sequer procuramos saber quem são os outros candidatos que a mídia não mostra?
Afinal, quem pode culpar o nosso país por ser o que é, se nossa república capitalista nada mais é que um império do dinheiro, onde quem tem mais, comanda, e deixamos que a busca por ele se tornasse sem escrúpulos, afetando toda a sua população?
obs: não, esse não é um texto comunista.
Não é uma questão de política. Nunca foi. Nós tornamos os cargos políticos em profissões. Nós burocratizamos todo o sistema de repasse de verba e solicitação para autorizar obras, que limitamos a capacidade do governo de fazer o que se precisa em um mandato. E nós sequer pesquisamos o que é feito ou o que não é.... insistimos em ouvir alguém dizer algo sobre e já consideramos como certa a afirmação, ou nos atemos ao que vemos. E o que resta para os políticos, senão políticas de curto prazo onde o resultado é mais imediato, mas não sana o problema, para garantir seus cargos que se tornaram seus "ganha-pão"?
Quem pode dizer que só há candidatos corruptos, se sequer sabemos suas propostas ou sequer procuramos saber quem são os outros candidatos que a mídia não mostra?
Afinal, quem pode culpar o nosso país por ser o que é, se nossa república capitalista nada mais é que um império do dinheiro, onde quem tem mais, comanda, e deixamos que a busca por ele se tornasse sem escrúpulos, afetando toda a sua população?
obs: não, esse não é um texto comunista.
segunda-feira, 9 de junho de 2014
Só sei que nada sei
Quanto mais velho a gente vai ficando, mais dúvidas vão surgindo e pouquíssimas respostas aparecem pra suprir a enorme quantidade de informação. Um dia falaram que "o problema do mundo é que os tolos estão cheios de certezas e os sábios, cheios de dúvidas", mas eu discordo. Descobri que a gente só aprende se nos questionarmos e questionarmos tudo ao nosso redor. Um tolo não se pergunta, logo não tem dúvidas e vive nas suas certezas limitadas pelo que lhe foi imposto de uma forma ou de outra.
Dúvidas só surgem quando decidimos questionar o que nos é ensinado e mostrado. Sabedoria só vem com conhecimento, e conhecimento só vem com questionamentos... certo?
Mas em que ponto se pode considerar alguém sábio baseado nas suas dúvidas? Você chegou no questionamento, mas não na resposta. Nem os grandes gênios tinham todas as respostas, apesar de que encontraram muitas, ou assim pensamos. E até que ponto a quantidade de dúvidas pode limitar alguém? Com tantas dúvidas, a gente acaba se perguntando se o que a gente faz é certo, se o partido que tomamos é o correto, se...se... e aí a gente tende a ficar estático. Parar.
Não que eu esteja me considerando um sábio, mas dúvidas eu tenho bastante. Por exemplo, como um sábio (tipo Ghandi ou Sun Tzu) conseguiam aconselhar se estivessem com a cabeça recheada de dúvidas? Eles tiveram que escolher algum caminho, né? Mas com tantas variantes é complicado escolher um... talvez por isso eles eram sábios, conseguiam escolher. Mas quando se escolhe você precisa conseguir defender seu caminho, conseguir dizer porque ele é o certo, ou o mais certo. E aí temos que voltar às certezas, que podem nos tornar tolos novamente... É, nada nessa vida é fácil mesmo, nem pensar.
Fico com Sócrates que disse "Eu só sei que nada sei" e vou aprendendo o caminho da paciência e tolerância, que vêm junto com o caminho das dúvidas.
Dúvidas só surgem quando decidimos questionar o que nos é ensinado e mostrado. Sabedoria só vem com conhecimento, e conhecimento só vem com questionamentos... certo?
Mas em que ponto se pode considerar alguém sábio baseado nas suas dúvidas? Você chegou no questionamento, mas não na resposta. Nem os grandes gênios tinham todas as respostas, apesar de que encontraram muitas, ou assim pensamos. E até que ponto a quantidade de dúvidas pode limitar alguém? Com tantas dúvidas, a gente acaba se perguntando se o que a gente faz é certo, se o partido que tomamos é o correto, se...se... e aí a gente tende a ficar estático. Parar.
Não que eu esteja me considerando um sábio, mas dúvidas eu tenho bastante. Por exemplo, como um sábio (tipo Ghandi ou Sun Tzu) conseguiam aconselhar se estivessem com a cabeça recheada de dúvidas? Eles tiveram que escolher algum caminho, né? Mas com tantas variantes é complicado escolher um... talvez por isso eles eram sábios, conseguiam escolher. Mas quando se escolhe você precisa conseguir defender seu caminho, conseguir dizer porque ele é o certo, ou o mais certo. E aí temos que voltar às certezas, que podem nos tornar tolos novamente... É, nada nessa vida é fácil mesmo, nem pensar.
Fico com Sócrates que disse "Eu só sei que nada sei" e vou aprendendo o caminho da paciência e tolerância, que vêm junto com o caminho das dúvidas.
terça-feira, 3 de junho de 2014
Sabe o amor?
Sabe o amor? Ele vem me fazendo pensar mais sobre o que realmente
ele é nos últimos dias. Muitas histórias sobre quem realmente ama quem, sobre
estar sem gostar, sobre a banalização do “eu te amo” e sobre tantas outras
coisas que estão ligadas ao amor que eu tive que parar pra deixar escrita minha
opinião.
Pra começo de conversa, o amor tem que ser banal. Não aquele
banal de degradar o que é esse sentimento, mas no sentido de que deveria se
tornar algo rotineiro, algo do dia a dia, algo pra levar pra vida. Afinal, quem
disse que o amor não está intimamente ligado com a vida? A grande maioria das
pessoas concorda com isso, mas não entende quão intensa é essa relação.
Vai dizer que a vida não é banal? Todo mundo só tem uma vida
pra chamar de sua, mas ela tá em cada buraco de parede cheio de formigas e cada
esquina habitada. Nós lidamos com a vida diariamente, mas ela é tão importante
para nós que é muito raro/impossível alguém lidar com o fim de uma vida de
forma apática.
É assim, pra mim, que o amor é ou deveria ser. Além de quê,
acho que sempre há uma ligação muito forte entre o amar e o se relacionar com
algo ou alguém. O que não pode é dizer que são as mesmas coisas! O amar está
relacionado ao querer o bem. O se relacionar nem sempre. Um namoro, por exemplo,
não quer dizer que os envolvidos tenham que se amar.
Entende o que eu quero dizer? O amor está na sua atitude
para com o próximo. O namoro está na sua vontade de passar seu tempo com o
próximo. São coisas diferentes, mas que podem andar de mãos dadas.
O amor não é paixão. A paixão está ligada ao desejo de estar
com algo ou alguém. O amor está ligado ao simples fato de querer o bem, de se
importar com o que/quem lhe é caro.
O amor se expressa num beijo devagar, num abraço apertado,
na sua própria forma de falar com aquela pessoa. Na vontade de saber como está
a vida e os sentimentos do próximo. Na necessidade que você sente de ajudar e
de sempre querer estar perto. Naquele impulso de gritar com aquela pessoa
porque ela está fazendo algo que você julga errado (não porque o ato em si seja
mal, mas porque você acredita que irá fazer mal àquela pessoa). Na liberdade
que você tem para se abrir com ela.
Amor é se sentir melhor do que você normalmente se sente na
presença de algo/alguém. É você se sentir realmente feliz ou realmente triste
de acordo com os sentimentos do outro.
Pra mim, o verdadeiro relacionamento é o de amor. O único
que realmente é duradouro, que tem um futuro promissor. Paixão é para beijos e
sexo, ganância e avidez. Amor é para sua felicidade pessoal.
Amor é o de pai e mãe, o de amigos de verdade. Amor é o de
casamentos que fazem bodas de ouro sorrindo um para o outro e raramente
brigando. Amor é ciúme na velhice, porque nunca deixa de ver a beleza de quem
se ama.
Amor é um otimismo só por saber que o hoje pode ser mais
feliz, simplesmente porque você tem alguém importante para você por perto.
Amor é a gentileza de oferecer um ombro sempre que for
necessário, mesmo sem exigir isso de volta.
Por fim, amor não é o ciúme ou a vontade de possuir aquela
pessoa, isso é paixão. Nem a exigência sobre alguém, isso é expectativa. Amor é
ser um pilar, para estar sempre ali, independente da distancia, para que quem
você ama sempre possa se apoiar.
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