sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

New Year, New Life

De 2015 eu trouxe uma vida nova. Uma clareada na mente e na forma de enxergar o mundo. E nessa vida nova, chegou um grande amor. Amor esse que conseguiu desconstruir todos os enormes muros do castelo em que eu me escondi (e eu já repeti isso tantas vezes..). Amor esse que eu dei livre arbítrio para ler o livro da minha vida, para quem me entreguei e me encantei.
E junto com ele veio a ansiedade, o medo. O medo de me machucar de novo, o medo de que eu achasse novamente motivos para me trancar. Sabe, depois de tanto tempo afundado em melancolia e tristeza, você acaba se acostumando. Pessimista e melancólico, essas, talvez, sejam duas das minhas maiores características. E por mais que eu tente evitar, não consigo. Sou como um viciado, sei o quanto faz mal e, ainda assim, não consigo deixar de recorrer a isso. Pessimista até nisso.
E tamanha vulnerabilidade, completamente despido de rótulos, me assustou. Porque nunca antes eu havia me aberto completamente para alguém, sequer para mim mesmo. E há o medo de perder esse sentimento tão bonito que conquistei junto com a liberdade. E eu me assusto, e talvez assuste também.
Mas eu estou aprendendo. Como alguém que está redescobrindo o mundo, eu aprendo. E sei que não se vive sem se permitir sentir. 
E eu sigo, com muito medo, porém muito mais feliz.
Porque me permiti viver.