Terminei de ler esses dias a canção de aquiles. É historia antiga, conhecida de todo mundo. Aquiles indo pra Troia, vivendo, morrendo, amando. A diferença é que é narrada por Pátroclo, amor de Aquiles. Porra. Madeline Miller, autora, me fez e faz sentir até agora um misto enorme de sentimentos sobre a obra. É uma história que é minha, que eu senti, que eu vivi e não somente lendo.
Meu último namoro foi isso, eu era um Pátroclo, apesar de não tão perfeito, e ele foi um Aquiles, apesar de não tão apaixonado. O peso de saber que o amor nem sempre vence, que a vida exige mais que isso, coisa que eu já sabia, atrelado ao fato de ler aquele sentimento que eu conheci tão bem indo num caminho tanto trágico quanto extremamente romantico e digno de contos me deixou com o coração apertado e ao mesmo tempo saltitante. Uma esperança de amor bem vivido, a angústia de ser humano, imperfeito, ser que machuca.
Saber que tive um Aquiles, distante, inatingivel, belo, amado por todos, mas que nunca me deu devida atenção, que amou, mas não o suficiente pra se dedicar, enquanto eu, Pátroclo, que abdiquei de tudo por aquilo, até onde pude, até ver que ali não havia lugar pra mim, por mais que eu me apertasse entre a sua agenda, amigos, vida. Dói até hoje. Foi mais uma história de amor que terminou em tragédia.
Mas não uma história tão bonita quanto a sua, Madeline, Não tanto quanto a sua.
Madeline Miller, você tem um fã.
Obrigado.