terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Epifania no casório

  E lá estavam eles, em cima do altar, na igreja mais bonita da cidade. Os convidados estavam de pé, se emocionando com as palavras de praxe que o padre estava prestes a terminar. A banda já se preparava para começar a tocar a música que ditaria a consolidação do casório e o padre finalmente falou:
-Eu os declaro marido e mulher!
E, num momento de epifania repentina, a noiva olhou indignada para o pare e soltou um "pode parar por aí!". Todos ficaram confusos, principalmente o padre, coitado, que nunca havia presenciado tal situação.
-Como assim o senhor me declara "mulher"? - continuou a noiva - Está, por acaso, dizendo que eu não era uma mulher até agora?
-Não, minha filha... - começou o padre, mas ela já não escutava e continuou:
-Ou está dizendo que não existe uma palavra feminina para "marido"? - E já começava a andar de um lado para o outro, aflita, sob a vista de muitos olhos, todos embasbacados. - Quer dizer que, em todos esses anos, ninguém mudou isso? Por que não 'Eu os declaro esposo e esposa'? - E, dizendo isso, virou-se para o padre, agora zangada - Está me dizendo que a Igreja Católica ainda é machista? É isso? - Agora voltava-se para o marido - E vocêêê.... VOCÊ concordou com isso! VOCÊ sabia e permitiu que isso acontecesse! - E a cada 'você' dito um cutucão com o dedo se seguia - NUNCA MAIS OLHE NA MINHA CARA!
E saiu correndo da igreja, chorando.
Silêncio.
-Mas foi você quem quis casar na Igreja! -Gritou o marido.

domingo, 8 de dezembro de 2013

Que Combina.

 Natal combina com frio
Que, por sua vez, combina com vinho
Que combina com boa companhia
Que combina com petiscos
Que combinam com queijos
Que combinam com música
Que combina com cantores
Que combinam com alegria
Que combina com boêmia
Que combina com álcool
Que combina com conversa besta
Que combina com risadas
Que combinam com piadas
Que combinam com gargalhadas
Que combinam com minha família
Que combina com companheirismo
Que combina com amizade
Que combina com proximidade
Que combina com confiança
Que combina com ombro amigo
Que combina com momentos ruins
Que combinam com aprendizado
Que combina com crescimento
Que combina com tempo
Que combina com sabedoria
Que combina com meus avós
Que combinam com saudade
Que combina com importância
Que combina com minha família novamente
Que, por fim, combina.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Quando as coisas vão adiante..

  As coisas já estavam muito adiantadas, sabe? Muito tempo junto. Toda a intimidade já tinha chegado. Já estava indo embora... Chega um ponto em que todo casal tem sua crise. Laços são estabelecidos, laços são quebrados. O problema é que os laços nunca saem sem deixar marcas, porque eles apertam, sempre apertaram, e quando solta fica a marca por um bom tempo.
  A pergunta que fica é: Você consegue se adaptar sem o aperto do laço?
 " -Mas temos filhos.
  -E daí? Isso não quer dizer que não possamos nos separar.
  -Mas nossas famílias...
  -Não podem mandar em nós pra sempre."
  Chega um ponto em que a gente tem que tomar alguma atitude. A situação já está saturada. Demais. Ninguém aguenta. Ninguém. "E aí? Vai ou fica?". Pergunta difícil, quase incapaz de se obter uma resposta. A vida é uma merda, certo? Ela não vai lhe ajudar. Nem tudo cai do céu. A gente precisa amadurecer querendo ou não, a vida força a gente a isso. Força a gente a tomar decisões e não dá tempo pra decidir. Não dá pra andar em cima da corda sempre. Se você não atravessar, vem o vento e te derruba. E a queda é longa, dolorosa e deixa você lá embaixo.
  Bora levantar o olhar? O horizonte é longo, gigantesco! Não tem quem decida por nós, mas somos perfeitamente capazes de decidir por nós mesmos, afinal, a vida não é isso? Um passo atrás do outro, num ritmo bom, e a gente chega onde a gente pertence. Dizem que a gente precisa girar o mundo pra descobrir que o nosso lugar é onde nós estamos. E é. Ou não. Nosso lugar é onde estamos bem, já tá na hora de ir atrás desse lugar, tá na hora desde que a gente se entende por gente. Afinal, por que estaríamos aqui se não por isso, descobrir nosso lugar?!
  Um passo atrás do outro. A gente tem capacidade pra levantar das quedas. Pra levantar quantas vezes forem necessárias. Pra seguir em frente sempre. Porque quando a gente não consegue mais levantar, não tem motivos para continuar. Não dá pra se demorar por medo de cair, ou em qualquer tropeção.
  Só não dá pra perder o brilho no olhar. Nunca.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Lar.

  Tem gente que acha que lar é casa. Coloca aquelas plaquinhas de "lar doce lar" e coisas do tipo e pronto. Eis o lar para elas. Tem gente que realmente tem a casa como lar, ciente ou não disso.
  Mas existe uma diferença tão grande entre "casa" e "lar" quanto tem diferença um ministro e um governo. Na maioria das vezes o ministro está lá, mas isso não quer dizer que ele precise estar lá, muito menos que ele representa todo o órgão governamental. Entendeu não? Pera que eu vou explicar direito.
  Casa é onde você mora. Fim. Lar é mais abrangente. Lar não é só aquele lugar que você gosta e que se sente bem. Não é só aquele lugar que você não tem vontade de sair. Não é, necessariamente, um lugar que você tem acesso sempre. Não é só um lugar onde os que você ama estão perto. Lar é tudo isso junto. É aquele lugar específico, nem precisa ser a casa toda, pode ser só um cômodo, um cantinho, uma árvore, um lugar com uma vista bonita, que você se sente tranquilo, em paz, como se nada pudesse te atingir. Como se, se o mundo acabasse naquela hora, você morreria feliz.
  O meu, por exemplo, é na varanda da minha casa no Crato. Mas não é só a varanda vazia, tem que ter uma rede. E um edredom. E um travesseiro. E um livro. Daqui eu sinto o vento que só esse clima daqui proporciona, eu vejo muitas arvores e o céu. Sempre passam pássaros e eu escuto o canto deles todas as vezes. Um jambeiro fica do meu lado, como se me desse aconchego, e três palmeiras alinhadas lá longe balançam de um jeito leve. O som do rádio na cozinha fica lá, distante, como um burburinho, e a chapada fica ali, no horizonte, imponente, verde, me dando uma sensação de segurança. O quarto dos meus pais fica ligeiramente ao lado e eu sei que eles estarão ali quando for preciso. Raramente alguém me procura aqui, aí eu tenho o tempo que eu me der pra ficar tranquilo, bem, em paz. O tempo podia parar, e eu estaria feliz.
Eis o que é um lar para mim.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Tristeza e felicidade

  Infelicidade não tem idade. Não tem raça, nome ou hierarquia social. Não tem boneco do Ben10, nem da Barbie. Não tem dinheiro na carteira, nem maquiagem. Não tem vida social, nem saída na noite. Não importa quantos amigos você tenha, nem em quantos bares você vai. Não importa se você vai de ônibus, carro ou carroça. Se você volta de carona, camelo ou ambulância.
 
  Infelicidade não tem nada a ver com isso. Nem tem a felicidade.

  Ambos são equivalentes. Ambos não ligam para o que você tem... eles não se importam com quem você vai, nem pra onde você vai, nem muito menos com quem você vai. Felicidade e Infelicidade tem a ver com a nossa alma, com o nosso *ser*. VOCÊ tem que estar feliz aonde, quando e com quem você estiver. A felicidade não está em "com quem, quando ou aonde você está", mas se você está bem em todos esses aspectos. Cada vez mais percebo que a felicidade da vida está nos aspectos mais sutis...nos pormenores, nas entrelinhas...

  Infelicidade é evidente, Felicidade também. Basta querer ver.

Obs: Infelicidade difere drasticamente de tristeza, Felicidade difere drasticamente de alegria.

Tudo o que eu queria...

  Por que que tem tanta dor e sofrimento nesse mundo? Não, sério, por quê? Aí tu vem e me diz que existe um Deus todo-poderoso que toma conta de tudo e que tudo tá previsto por ele pra terminar bem. Ok, não vi um final feliz pra aqueles que morrem de fome, de sede, de pobreza, de doenças... Nem pra aqueles que morrem de um ataque cardíaco milagrosamente (porquê cura é milagrosa, mas ataque cardíaco não), nem pra aqueles que morrem num acidente, num assalto, num roubo...
  Deus tem um plano mágico em que tudo dá certo? Pra ele, né? Porque tem gente morrendo aqui, sofrendo muito pra ter uma vida digna, pra dar um pedaço de pão pra os filhos, pra conseguir um remédio que nem vai salvar a vida... Tem gente morrendo.
  Não quero acreditar em um deus que põe a culpa no "livre-arbítrio". Não quero acreditar em um deus que acha que justiça é deixar altas espécies em extinção, muitas questões ambientais no limite, animais e plantas sofrendo. Se esse deus criou um mundo perfeito, por que ele está imperfeito? Isso é perfeição? Quem garante?. Custa a esse individuo que criou esse mundo tão grande, cheio de gente e de vida, descer aqui, provar de uma vez por todas que existe e explicar essa "piromba" toda? Meus pais tiveram que me explicar como eu nasci e como me portar aqui, por que esse deus seria diferente? Não pregam que ele é bondoso, caridoso, e que fomos criados à sua imagem e semelhança? Ou o deus que existe é totalmente diferente do que o que essas religiões pregam?. Não quero acreditar em um deus perfeito que criou um mundo imperfeito.
Eu quero mesmo é saber o que fazer com um amigo triste :/

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Crônica de um diálogo de chuveiro

"Eu não estou dando 100% de mim. Ainda não.... Mas por quê?"
"Me falta estímulo. Ainda não achei um porquê para tanto trabalho, para dar os 100%"

*Tic, Tac*

"Meus dedos estão enrugando com a água... mas será só com a água?! O tempo continua passando e eu continuo aqui, pensando."
"A gente só tem uma vida, né?"
"Mas o que você tá fazendo dela? Se você não der 100% agora, ninguém garante a segunda chance."
"Mas vale a pena tanto esforço? Vale a pena dar 100% por um mundo tão doente? Por um mundo em que você ainda não achou seu lugar certo?"
"E pra quê dar 100% num mundo ideal? 100% pra mudá-lo agora!"
"Mas ando tão cético. Não achei ainda algo que me faça ver o que é correto ou errado, que me dê convicção do que devo fazer. E se os meus 100% forem para o lado errado?!"
"Você ainda é jovem, não?! Por que pensar tanto?"
"Mas com qual objetivo dar os 100%? Eu ainda não sei..."

*Tic, Tac*

"Nenhum dos meus ideais eu consegui seguir à risca. Será que consigo?"
"Será que você já não dá seu máximo?"
"Mas eu posso melhorar, uma das poucas vantagens da consciência é a capacidade de se modificar."

*Tic, Tac*

"E o que eu vou pensar do que eu estou fazendo agora, quando velho?"
"Que você pensou demais, demais. Deixou a vida escorrer entre seus dedos."
"Mas eu poderia acabar fazendo mal a mim mesmo, senão a muitos, caso não pensasse. Qual o sentido de viver de forma egoísta?"
"Ninguém conseguiu responder essa resposta. Cada um faz do seu jeito, qual o seu?"

*Tic, Tac, Tic, Tac, Tic, Tac, Tic, Tac, Tic, Tac, Tic, Tac, Tic, Tac, Tic, Tac, Tic, Tac, Tic, Tac, Tic, Tac, Tic, Tac, Tic, Tac, Tic, Tac, Tic, Tac, Tic, Tac, Tic, Tac, Tic, Tac, Tic, Tac, Tic, Tac, Tic, Tac, Tic, Tac, Tic, Tac, Tic, Tac, Tic, Tac, Tic, Tac, Tic, Tac, Tic, Tac, Tic, Tac, Tic, Tac, Tic, Tac, Tic, Tac, Tic, Tac, Tic, Tac, *

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Sobre o Brasil...

A gente tem uma mania de reclamar, sabe? Tudo está ruim, tudo está errado. "Se eu fosse prefeito, não ia ter essa robalheira! Eu ia denunciar todos mesmo!", "Essa presidente não faz nada! Só viaja de jatinho e gasta nosso dinheiro! O que foi que ela fez até agora?", mas e aí? Será que tudo nesse país depende dos nossos governantes? Obvio que não!!!! A gente tem que fazer por onde também, todo e cada cidadão é responsável direta ou indiretamente pelo que acontece na sua cidade/estado/país, quiçá mundo.

Vocês realmente acham que os países de primeiro mundo são de primeiro mundo somente porque tem governantes que realmente investem no país? Sinceramente, esse tipo de pensamento é o que deixa nosso país atrasado em tantos aspectos que não dá pra contar.

Enquanto todos os cidadãos não se conscientizarem que educação é o PRINCIPAL quesito para um país evoluir em TODOS (tecnologia, qualidade de vida, poluição, honestidade, falta de corrupção, etc) os aspectos, NADA vai mudar. Uma cidade pode ter o melhor sistema de transporte publico do mundo, mas se quem o usa não é educado, vai ter sempre algo quebrado/pixado/interditado. Enquanto não houver educação, pode até no começo existir uma lixeira em cada esquina, mas logo desaparecem, existe lixo espalhado por todos os lugares, as pessoas jogam na rua mesmo, as lixeiras são quebradas. Não adianta ter apenas governantes educados e competentes. É preciso cidadãos educados e competentes.

Além de quê, educação não se resume a salário de professores nem a ter um ar-condicionado dentro de sala. Não se iludam: Um professor ganhando mais não significa que ele será um profissional melhor. Professores que entram na rede publica sabe o que vai ganhar no momento em que entra. Existem tantos, mas tantos professores de péssima qualidade ganhando bem mais do que deveriam que chega a ser covarde dizer que esses merecem aumento só por ensinarem na rede pública.

Uma sala com ar-condicionado não vai fazer você aprender dignamente. Um professor competente sim. Um aluno interessado sim. Não tem ladainha também de só culpar professores.

É crucial lembrar, também, que educação NÃO SE RESUME a escolas e universidades. Educação vem de casa, vem dos seus país ou responsáveis, vem das suas amizades e, principalmente, de você. Ter senso crítico é um dos pontos mais importantes para ser educado de verdade. Nem tudo que você vê você precisa concordar ou seguir. Discutir é preciso. Defender seu ponto de vista é preciso e, principalmente, admitir a derrota, quando ocorre de fato, é preciso.

Acho que o que realmente falta nesse país é um senso de patriotismo. Aquela coisa de você dar valor ao seu país, ao seu estado, à sua cidade. Mas não é só ir no jogo de futebol, nem só dizer que seu país é lindo. Você certamente não deixa passar em branco uma pessoa que joga um papel de bombom no chão da sua casa, mas e na rua? A cidade é sua, é minha, é NOSSA! Você e todos os que você conhece utilizam ou utilizarão aquele espaço uma hora ou outra. Você deixa aquele cara jogar um papel no chão e não diz nada, mas aí vem a chuva e sua cidade fica parecendo uma Veneza e você culpa o prefeito. Tsc, tsc... é por isso que o Brasil não cresce. Falta ética, falta educação.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Protestos...

  Olhe, esse vai ser meu texto definitivo sobre protestos. O Brasil está num momento que entrará para a história de qualquer forma, seja como apenas um momento de protestos ou como uma época em que tudo mudou. O Brasil acordou. As pessoas FINALMENTE saíram de suas zonas de conforto pra exigir um país melhor. Educação e saúde de qualidade, uma política decente. Princípios básicos do bom funcionamento de um país que estão em falta grave no nosso país.
  As manifestações estão sendo uma coisa linda. Uma coisa da qual se pode orgulhar. O momento está bastante interessante. A copa nos dá visibilidade para todo o mundo, para ter apoio externo e para pressionar nosso governo. Mas mesmo assim, ainda fomos cômodos o suficiente para esperar gastarem os milhões/bilhões para a construções de estádios que estão longe da qualidade da planta em que foram desenvolvidos.
  Em todo o caso, é importantíssimo ter um ponto crítico sobre tudo isso! Pra começar, o problema não é só Dilma. Não é só o prefeito de sua cidade, nem só o governador. Tá entendendo? Se eles fossem os que decidiam tudo e os que tinham toda o poder de decisão, não estávamos em uma democracia. Estaríamos em uma monarquia absolutista. Em um governo ao estilo ditatorial! Entendam que nosso governo é democrático e isso é lindo! Essas figuras, prefeitos, presidentes, governadores, Não tem todo o poder nas suas mãos. Eles dependem de todas as outras figuras do governo: Ministros, deputados, vereadores... enfim.
  Em segundo lugar, e com toda a certeza não menos importante, PAREM DE HIPOCRISIA! Seja honesto antes de ir pra rua gritar por honestidade! Tá achando que pagar policial pra não receber multa, furar fila, jogar lixo no chão e todas essas coisas não contam? VOCE ´E DESONESTO TAMB´EM!! Então antes de querer mudar o país todo, mude seus hábitos! O país não é feito somente de políticos.
  Pra finalizar, um ponto que deveria ser altamente visado, ao meu ver, seria o VOTO N˜AO OBRIGAT´ORIO. Por quê? Ora, um cidadão que não é obrigado a votar, não precisa votar por obrigação. Redundante? Sim, mas não incoerente. Um cidadão que não é obrigado a votar, não precisa votar no cara que "comprou" um voto dela. Não precisa chegar lá e digitar dois ou mais números aleatórios por simples obrigação. As pessoas teriam que votar por patriotismo. Por acreditar, realmente, em um político, e essa seria uma iniciativa bastante interessante.
  Digo mais! Educação não se resolve só com salários de professores, não se iludam! O que dá qualidade ao ensino não é a carteira do professor, mas a qualidade com que ele dá o assunto. E políticos, OBVIAMENTE, deveriam ser obrigados a ter filhos matriculados em escolas públicas e usarem TODOS os serviços públicos disponíveis. Eles cuidam disso, eles usam isso. Tá ruim? eles serão os primeiros a saber e logo consertariam.
  Por fim, acho linda todas essas manifestações. Estive em uma e foi muito organizada. Pra frente Brasil, um país não se muda com compartilhamentos no facebook! Todas as revoluções do mundo não se resolveram só com pacifismo também, então os "quebra-quebras" são normais, quiçá mais importantes que o geral. Até onde eu saiba, revolução francesa, americana e afins não se resolveram só com flores. E, por favor, mudemos essa mídia comprada também. Nenhuma forma de informação deveria ser tendenciosa e vendida.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

São João!

  Nunca gostei muito do São João. Quando pequeno, a diversão de todos os meus amigos e irmãos eram as bombas que se comprava na feira. Ah! Era *BOOM!* pra todo lado. "BOTA NA GARRAFA!".... *BOOM!* "COLOCA NA BOCA DO SAPO! .... *BOOM!* "NA CASA DO VIZINHO! ... *BOOM!* e eu não via graça naqueles negocios *zuadentos*.
 Quadrilha? Nunca soube dançar. Até hoje, dançar, definitivamente, não é meu forte. "Ah! mas também tem as comidas de São João! Vai dizer que não gosta?" Não. Um milho cozido, no máximo!
  Ai eu cresci. Vim morar na terra do Maior São João do Mundo e aí eu descobri um outro lado dessa data: O Companheirismo e a diversão. Nada, NADA, como ir pra um lugar e sentar num bar, petiscar ouvindo um forró de qualidade e jogar conversa fora com os amigos. Nada como chegar na festa e se importar pouco com a banda e mais com as pessoas ao seu redor. Nada como olhar o sorriso na cara de todo mundo e rir bem alto!
  São João pra mim é isso. Não tem nada a ver com religião. Tem a ver com tradição! Com cultura! E isso eu admiro muito. A fogueira num sítio pra reunir a família. A quadrilha pra animar. O forró pra aproximar. Mas esses são só os maiores símbolos dessa data. São João mesmo tá na cabeça. Tá naquele ar que só ele nos permite ter. Aquele riso bobo e aquela descontração. A diferença entre o São João e qualquer outra data, só o Nordestino sente de verdade!

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Sobre a Lágrima

 É uma coisa interessante, a lágrima. Uma só gota que desce do olho do indivíduo e, ainda assim, com tanta coisa pra contar. Não é a composição dela que é especial. A lágrima tem um simbolismo tão forte e intenso que deveria haver um estudo sobre ela.
 Elas estão diretamente ligadas ao sentimento, seja ele de felicidade, tristeza ou frustração. Esses são os sentimentos que são representados pela lágrima. E aquela gotinha minúscula que desce pelo rosto da pessoa contém um oceano inteiro desses sentimentos.
 Elas saem quando o corpo não consegue conter mais tamanha intensidade de sentimento. Elas saem quando o corpo precisa mostrar, de alguma maneira, o quanto aquela pessoa está sentindo em determinado momento.
 E não. Não é uma coisa fútil. Quando um ente querido próximo falece, ninguém é capaz de conter suas lágrimas. Esse é uma das maiores demonstrações do sentimento da tristeza dentro de uma lágrima. Quando, por mais que você tente, por mais que seja apoiado, por mais que se esforce, você não consiga atingir uma meta... você derrama lágrimas de frustração. Quando você está tão em paz consigo mesmo, quando tudo dá certo e você está próximo de quem quer bem, quando está no lugar certo, com as pessoas certas, se sentindo bem, quando atinge suas principais metas... você derrama lágrimas de felicidade, e essas são as melhores!
É interessante também observar que a lágrima é salgada. Isso demonstra que, por mais intenso que seja o sentimento, nós não podemos sobreviver deles. Não podemos nos alimentar apenas deles. Eles não vão matar nossa sede. Demonstra que após aquele derramamento de lágrima, precisamos voltar à racionalidade. Ao equilíbrio entre sentir e pensar.
 Poderia dizer, então, que a lágrima é uma professora da vida. Ela ajuda a descarregar um peso e ela ensina a seguir em frente.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Sobre essa moda

Não é que eu não goste de olhar, entendam. Mas uma coisa é olhar na mulher alheia, outra totalmente diferente, em alguém que você gosta. Sobre o que eu estou falando? Moda... sabe essa moda de shorts ultra curtos, camisas transparentes e enroladas na barriga, deixando esta de fora e sutiãs facilmente visíveis? Pois é, é disto que eu estou falando. Tipo, há alguns anos só quem usava isso era prostituta mesmo, e só daquelas de rua, que tem que apelar pra conseguir o pão de cada dia. Hoje tem até mãe de família entrando nessa moda. Como assim, gente?
Sinto muito, mas pra mim, mulher que se preze, ainda usa roupas compostas, que mantém a dignidade e não precisa apelar com essas modas ridículas pra algum homem se interessar.

Em dias nublados


Em dias nublados o mundo muda, e a gente muda com o mundo. As cores ficam mais vívidas, as pessoas, mais calmas, preguiçosas. O vento vem frio e traz o movimento necessário para manter a vida do mundo, fazendo com que as folhas, caídas ou não, dancem. Que as flores e grama exalem seus aromas únicos. As pedras, sempre estáticas, hibernando, emanam seus tons ancestrais, nos dando a ideia de viver em um paraíso perdido, majestoso.
                O casal jovem da mesa ao lado está abraçado, o garoto sussurra no ouvido da garota, ela ri e eles se beijam. O chocolate quente que pedi está no fim. Termino-o e levanto. Uma brisa suave sopra, farfalhando as folhas das árvores, que me chamam. É hora de caminhar, de viver mais ainda o mais poético dos momentos, de continuar a sonhar, sob o olhar de um caminhante.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Sobre religião.... E se...?


Falar de religião sempre foi complicado, verdade seja dita. Discutir religião, então, é praticamente impossível. Nunca se chega a lugar algum e, em alguns casos, a relação entre os que discutem acaba abalada. Porém, é um fato que a fé em um ou mais deuses é algo presente em toda a extensão do planeta e em praticamente todas as religiões. Como explicar isso?
Teorias e hipóteses surgiram ao longo da história para tentar fundamentar a fé humana em um ser superior. E, por ser um item presente ao longo de grande parte da história da humanidade, a fé está intimamente ligada à história.
É interessante observar um outro conceito polêmico visto ao longo da existência humana, que é a questão da presença de vida em outros planetas.
Existem teorias que dizem que alienígenas auxiliaram na construção das pirâmides do Antigo Egito, por serem construções tão imponentes e de construção tão precisa que seria impossível serem construídas naquele tempo. Além do fato de que as pirâmides (ou zigurates, construções de grande semelhança estrutural com as pirâmides) estão presentes em outras áreas do mundo, como nos impérios dos Maias, Astecas e Incas e na Mesopotâmia.  Além do grande conhecimento astrológico presente em tais civilizações e em tantas outras que tinham uma forte ligação com os corpos celestes.
Seria, pois, possível que a civilização recebesse auxilio de extraterrestres para se sobrepor às outras criaturas deste planeta? E se, como mostram algumas teorias, esses alienígenas fossem idolatrados como deuses? E se, por influenciarem toda a humanidade, eles dessem inicio ao conceito de religião e crença? Ora pois, sendo venerados como deuses, e não sendo muitos, eles não seriam fáceis de serem vistos, além de que regessem alguns impérios como verdadeiros reis ou imperadores que criava os limites e definia a vida da grande maioria.
Veja bem, até mesmo o conceito de reis e imperadores está presente em todo o mundo! Por que, eu pergunto, civilizações de culturas e povos tão diferentes teriam conceitos tão iguais, mesmo nunca tendo entrado em contato?
Teriam, então, os deuses sido extraterrestres? E onde estão eles agora? Questões, questões...
Acontece que um fato interessante é que, em grande parte das religiões, os deuses aparecem em forma antropomorfa e são seres com grandes poderes (Tecnologia?). Eles ditaram as regras e disseram o que era certo e o que era errado. O que fazer e o que não fazer. E que a vida humana era única e preciosa e que somos superiores aos animais por termos pensamento racional. Mas porque tão preciosa, eu pergunto. E se nós fossemos alienígenas tais como eles? E se eles nos tivessem trazido para a Terra com o intuito de expandirmo-nos ou exilar-nos? E se, com a partida deles, a memoria ao longo dos séculos falhasse e nós mudássemos nossas formas ligeiramente com a adaptação ao novo planeta(Darwin?)? Mas, ao longo dos últimos séculos (talvez milênios), não houve sequer um relato de deuses aparecendo “em pessoa”.
Em outro plano, estão algumas religiões que creem em um deus onipresente. Um deus que não tem forma e está em todos os lugares. Um deus que é energia e não tem, por assim dizer, uma mente humana. A própria natureza (incluindo o Universo) seria Deus e ela teria o poder de dar e tirar vidas, mantendo um equilíbrio constante.
Partindo agora para questões humanitárias, seria correto dizer que a “bondade humana” e a capacidade de raciocínio são coisas realmente boas? Visto que elas elevaram nossas condições de vida, tecnologia, longevidade, sim. Mas e se olharmos para o mundo como um todo? Quantas espécies de plantas e animais não foram extintos por essa mesma capacidade humana? Quantos habitats foram destruídos e quantos ainda mais vão ser?
Além disso, é interessante observar o crescimento populacional humano. Com uma proporção de crescimento cada vez maior, a Terra está tornando-se um planeta pequeno demais para os humanos. Ir para outros planetas com o excedente humano? Isso lembra alienígenas, certo? E se o correto for o deus de energia dos que assim o pregam? Onde a vida e a morte seguem um padrão de equilibro que não é capaz de perturbar a existência das diferentes espécies?
E a capacidade de raciocinar dos humanos? Seria uma capacidade boa ou ruim? Acho que depende de como é utilizada, certo?
A verdade é que hoje temos todo o poderio tecnológico para fazer a maioria das façanhas anteriormente ditas divinas. A medicina hoje permite a cura de doenças antes ditas incuráveis e o poder atômico superou o poder de destruir cidades com meteoros(ou bombas?) são alguns exemplos disso.
E agora eu pergunto: Estaria tudo isso interligado? Ou seria apenas mais um pensamento errôneo? Pura baboseira? Eu mesmo não sei. Mas, até o momento, acho com mais fundamentos do que a grande maioria das religiões que já tive o prazer de estudar. Se, porventura, eu acredito em algum deus, é o deus-energia, o qual não chamo de deus, mas apenas de energia.
Além de que, acho que é muita prepotência achar que somos os únicos dentro de um universo tão grande que nem mesmo somos capazes de medir.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Hipocrisia, malandragem e egoísmo.


Veja bem, essa  nossa “cultura”  brasileira é uma vergonha. Na sua grande maioria, as pessoas vivem de hipocrisia, malandragem e egoísmo. A gente reclama da poluição mas joga aquela garrafa de água seca ou aquela embalagem de chiclete no chão  e diz “só uma vezinha não faz mal.” A gente reclama da educação das pessoas, mas quando vê um idoso entrando no ônibus, finge que não vê só pra não levantar. Reclamamos dos políticos corruptos, mas votamos porque é amigo nosso, porque deu um saco de cimento, ou porque “rouba mas faz”. Reclamamos da desorganização de tudo, mas furamos filas, compramos seguranças e policiais e damos o velho jeitinho brasileiro. Aliás, ótimo nome. Damos mais valor às marcas de roupas e sapatos do que às pessoas que as vestem. Nos aproximamos de uma pessoa porque ela tem dinheiro, e ponto. Não porque ela é legal, inteligente ou simpática, porque isso é consequência do ter dinheiro, certo? Errado. Parabéns pra nós, brasileiros. Hipocrisia, malandragem e egoísmo, acho que é isso, porque a gente tá sempre em primeiro lugar e que se ferrem os outros, né?