segunda-feira, 9 de junho de 2014

Só sei que nada sei

  Quanto mais velho a gente vai ficando, mais dúvidas vão surgindo e pouquíssimas respostas aparecem pra suprir a enorme quantidade de informação. Um dia falaram que "o problema do mundo é que os tolos estão cheios de certezas e os sábios, cheios de dúvidas", mas eu discordo. Descobri que a gente só aprende se nos questionarmos e questionarmos tudo ao nosso redor. Um tolo não se pergunta, logo não tem dúvidas e vive nas suas certezas limitadas pelo que lhe foi imposto de uma forma ou de outra.
  Dúvidas só surgem quando decidimos questionar o que nos é ensinado e mostrado. Sabedoria só vem com conhecimento, e conhecimento só vem com questionamentos... certo?
  Mas em que ponto se pode considerar alguém sábio baseado nas suas dúvidas? Você chegou no questionamento, mas não na resposta. Nem os grandes gênios tinham todas as respostas, apesar de que encontraram muitas, ou assim pensamos. E até que ponto a quantidade de dúvidas pode limitar alguém? Com tantas dúvidas, a gente acaba se perguntando se o que a gente faz é certo, se o partido que tomamos é o correto, se...se... e aí a gente tende a ficar estático. Parar.
  Não que eu esteja me considerando um sábio, mas dúvidas eu tenho bastante. Por exemplo, como um sábio (tipo Ghandi ou Sun Tzu) conseguiam aconselhar se estivessem com a cabeça recheada de dúvidas? Eles tiveram que escolher algum caminho, né? Mas com tantas variantes é complicado escolher um... talvez por isso eles eram sábios, conseguiam escolher. Mas quando se escolhe você precisa conseguir defender seu caminho, conseguir dizer porque ele é o certo, ou o mais certo. E aí temos que voltar às certezas, que podem nos tornar tolos novamente... É, nada nessa vida é fácil mesmo, nem pensar.
  Fico com Sócrates que disse "Eu só sei que nada sei" e vou aprendendo o caminho da paciência e tolerância, que vêm junto com o caminho das dúvidas.

terça-feira, 3 de junho de 2014

Sabe o amor?

         Sabe o amor? Ele vem me fazendo pensar mais sobre o que realmente ele é nos últimos dias. Muitas histórias sobre quem realmente ama quem, sobre estar sem gostar, sobre a banalização do “eu te amo” e sobre tantas outras coisas que estão ligadas ao amor que eu tive que parar pra deixar escrita minha opinião.
         Pra começo de conversa, o amor tem que ser banal. Não aquele banal de degradar o que é esse sentimento, mas no sentido de que deveria se tornar algo rotineiro, algo do dia a dia, algo pra levar pra vida. Afinal, quem disse que o amor não está intimamente ligado com a vida? A grande maioria das pessoas concorda com isso, mas não entende quão intensa é essa relação.
         Vai dizer que a vida não é banal? Todo mundo só tem uma vida pra chamar de sua, mas ela tá em cada buraco de parede cheio de formigas e cada esquina habitada. Nós lidamos com a vida diariamente, mas ela é tão importante para nós que é muito raro/impossível alguém lidar com o fim de uma vida de forma apática.
         É assim, pra mim, que o amor é ou deveria ser. Além de quê, acho que sempre há uma ligação muito forte entre o amar e o se relacionar com algo ou alguém. O que não pode é dizer que são as mesmas coisas! O amar está relacionado ao querer o bem. O se relacionar nem sempre. Um namoro, por exemplo, não quer dizer que os envolvidos tenham que se amar.
         Entende o que eu quero dizer? O amor está na sua atitude para com o próximo. O namoro está na sua vontade de passar seu tempo com o próximo. São coisas diferentes, mas que podem andar de mãos dadas.
         O amor não é paixão. A paixão está ligada ao desejo de estar com algo ou alguém. O amor está ligado ao simples fato de querer o bem, de se importar com o que/quem lhe é caro.
         O amor se expressa num beijo devagar, num abraço apertado, na sua própria forma de falar com aquela pessoa. Na vontade de saber como está a vida e os sentimentos do próximo. Na necessidade que você sente de ajudar e de sempre querer estar perto. Naquele impulso de gritar com aquela pessoa porque ela está fazendo algo que você julga errado (não porque o ato em si seja mal, mas porque você acredita que irá fazer mal àquela pessoa). Na liberdade que você tem para se abrir com ela.
         Amor é se sentir melhor do que você normalmente se sente na presença de algo/alguém. É você se sentir realmente feliz ou realmente triste de acordo com os sentimentos do outro.
         Pra mim, o verdadeiro relacionamento é o de amor. O único que realmente é duradouro, que tem um futuro promissor. Paixão é para beijos e sexo, ganância e avidez. Amor é para sua felicidade pessoal.
         Amor é o de pai e mãe, o de amigos de verdade. Amor é o de casamentos que fazem bodas de ouro sorrindo um para o outro e raramente brigando. Amor é ciúme na velhice, porque nunca deixa de ver a beleza de quem se ama.
         Amor é um otimismo só por saber que o hoje pode ser mais feliz, simplesmente porque você tem alguém importante para você por perto.
         Amor é a gentileza de oferecer um ombro sempre que for necessário, mesmo sem exigir isso de volta.

         Por fim, amor não é o ciúme ou a vontade de possuir aquela pessoa, isso é paixão. Nem a exigência sobre alguém, isso é expectativa. Amor é ser um pilar, para estar sempre ali, independente da distancia, para que quem você ama sempre possa se apoiar.