Quantas vezes mais eu vou ter que aguentar? Por quantas horas mais? Quantas vezes já não se foram em que o pensamento de perder o controle, por um milésimo de segundo, poderia acabar com tudo?
Eu, que achava que já tinha passado dos piores momentos dessa escuridão, sigo triste, sigo melancólico, sigo vazio. É algo, descobri, que vai e volta. Sempre. Que consome, que corrói.
Toda essa ansiedade, para quê? Já falta, de novo, a vontade de levantar da cama todas as manhãs. Já perdi o sorriso das festas. Mesmo a cerveja está amarga demais.
E não há um motivo bom o bastante sequer para isso. Não há motivo para a tristeza, mas meu subconsciente não aceita isso. E cá estamos nós de novo. Nesse mar escuro que já conheço, mas não acostumo. E cá estou de novo, nessa conversa infinita comigo mesmo que leva a lugar nenhum, senão o fundo desse oceano. E cá estou, cansado. A vontade de nadar falta, mas sigo.
Hello Darkness my old friend.
quarta-feira, 14 de dezembro de 2016
terça-feira, 9 de agosto de 2016
Conto de Terror
Quem disse que fantasmas não existem não sabia o que dizia. Quem não acredita em demônios não pode pertencer ao mesmo mundo que eu. Quem acha que vida após a morte é conto de fadas nem sonha que fadas são tão reais quanto a ressurreição. Há nesse mundo mais seres sobrenaturais, que são tão intensos e ao mesmo tempo tão naturais, que uma enciclopedia inteira poderia não ser capaz de classificar todos.
Eu, tão ateu de espiritualidade, já me deparei com tantos seres que você não encontra numa aula de biologia. Eu, tão comum como qualquer outro, já me afundei de tantas formas em escuridão guiado por demonios tão diferentes quanto as cores num arco-iris. Eu, tão pacifico, já me vi consumido em raiva pura. Quantos fantasmas preciso carregar comigo? Fantasmas do que fiz e do que não fiz, já tão intimos que quase não percebo perante os fantasmas deixados por outrem pra mim. Fantasmas que me acorrentam e me fazem afundar só. Só.
Quantas vezes morri diante do que me machucou tão profundamente que sequer conseguia levantar da cama? Quantas vezes levantei vivo tempos depois? Quantos ferimentos mortais recebi além da carne?
Quantas feridas abertas possuo na alma? O que move meus dedos? Em mais um torpor de dor e completa escuridão eu fui enclausurado. Quantos demonios e fantasmas me trouxeram pra cá? Há chave para daqui escapar?
Uma vida inteira me fechando em castelos que eu mesmo projetei pra deixar os males de fora e agora, após abrir os portões, eles me carregam forçado pra dentro. Transformaram minha fortaleza numa prisão e eu estou na solitária.
Eu não sei como sair. O vento aqui é frio, como era meu coração... como ele está voltando a se tornar.
E eu não sei se quero sair.
Talvez voltar a ser rei dessa prisão que achei ser castelo.
Talvez voltar a não acreditar em fantasmas.
Eu, tão ateu de espiritualidade, já me deparei com tantos seres que você não encontra numa aula de biologia. Eu, tão comum como qualquer outro, já me afundei de tantas formas em escuridão guiado por demonios tão diferentes quanto as cores num arco-iris. Eu, tão pacifico, já me vi consumido em raiva pura. Quantos fantasmas preciso carregar comigo? Fantasmas do que fiz e do que não fiz, já tão intimos que quase não percebo perante os fantasmas deixados por outrem pra mim. Fantasmas que me acorrentam e me fazem afundar só. Só.
Quantas vezes morri diante do que me machucou tão profundamente que sequer conseguia levantar da cama? Quantas vezes levantei vivo tempos depois? Quantos ferimentos mortais recebi além da carne?
Quantas feridas abertas possuo na alma? O que move meus dedos? Em mais um torpor de dor e completa escuridão eu fui enclausurado. Quantos demonios e fantasmas me trouxeram pra cá? Há chave para daqui escapar?
Uma vida inteira me fechando em castelos que eu mesmo projetei pra deixar os males de fora e agora, após abrir os portões, eles me carregam forçado pra dentro. Transformaram minha fortaleza numa prisão e eu estou na solitária.
Eu não sei como sair. O vento aqui é frio, como era meu coração... como ele está voltando a se tornar.
E eu não sei se quero sair.
Talvez voltar a ser rei dessa prisão que achei ser castelo.
Talvez voltar a não acreditar em fantasmas.
segunda-feira, 8 de agosto de 2016
O Lamento do Mar
Longínquos mares por onde resolvi nadar,
tu, donde em cada onda me deliciei,
cada peixe conheci e
em cada ressoar mergulhei.
Tu, donde os mais fundos corais conheci,
com cujas conchas me familiarizei,
que, em cada cor, me encontrei.
Tu, por onde os ventos sibilavam,
permeando minha pele,
carregando minha alma.
Tu, que tanto o céu beijou,
que arrancou a cor,
que me desalmou.
Tu, que ao beijar o céu,
vistoso anel,
me fez tirar.
Tu, que tanto me insolastes,
agora me faz sentir,
como se nunca me amastes.
Tu, que um dia me trouxe calor,
sem qualquer pudor,
me isolastes.
Tu, que, em lamento,
derrubou um céu,
de lágrimas ao vento.
Tu, que já se arrependestes,
e atrás de mim correstes,
pedindo para voltar.
Mas tu, longínquo mar,
me fez desandar,
e com resfriado,
me deixou estar.
Eu, que não mais consigo,
nadar contigo,
me ponho a chorar.
As águas que um dia nadei,
muito fundo entrei,
e me pus a afogar.
Hoje, já não sei se posso,
em tal mar insosso,
voltar a nadar.
Oh, infeliz mar,
me deixa ir,
até os campos,
longe de ti,
onde o meu Eu está.
tu, donde em cada onda me deliciei,
cada peixe conheci e
em cada ressoar mergulhei.
Tu, donde os mais fundos corais conheci,
com cujas conchas me familiarizei,
que, em cada cor, me encontrei.
Tu, por onde os ventos sibilavam,
permeando minha pele,
carregando minha alma.
Tu, que tanto o céu beijou,
que arrancou a cor,
que me desalmou.
Tu, que ao beijar o céu,
vistoso anel,
me fez tirar.
Tu, que tanto me insolastes,
agora me faz sentir,
como se nunca me amastes.
Tu, que um dia me trouxe calor,
sem qualquer pudor,
me isolastes.
Tu, que, em lamento,
derrubou um céu,
de lágrimas ao vento.
Tu, que já se arrependestes,
e atrás de mim correstes,
pedindo para voltar.
Mas tu, longínquo mar,
me fez desandar,
e com resfriado,
me deixou estar.
Eu, que não mais consigo,
nadar contigo,
me ponho a chorar.
As águas que um dia nadei,
muito fundo entrei,
e me pus a afogar.
Hoje, já não sei se posso,
em tal mar insosso,
voltar a nadar.
Oh, infeliz mar,
me deixa ir,
até os campos,
longe de ti,
onde o meu Eu está.
quarta-feira, 3 de agosto de 2016
Wicked Game

"The world was on fire and no one could save me but you
It's strange what desire make foolish people do
I never dreamed that I'd meet somebody like you
And I never dreamed that I'd lose somebody like you
No, I don't wanna fall in love
(This love is only gonna break your heart)
No, I don't wanna fall in love
(This love is only gonna break your heart)
With you
(This love is only gonna break your heart)
What a wicked game to play, to make me feel this way
What a wicked thing to do, to let me dream of you
What a wicked thing to say, you never felt this way
What a wicked thing to do, to make me dream of you and
I don't wanna fall in love
(This world is only gonna break your heart)
No, I don't wanna fall in love
(This world is only gonna break your heart)
With you
The world was on fire and no one could save me but you
It's strange what desire make foolish people do
I never dreamed that I'd love somebody like you
And I never dreamed that I'd lose somebody like you
No, I don't wanna fall in love
(This love is only gonna break your heart)
No, I don't wanna fall in love
(This love is only gonna break your heart)
With you
(This love is only gonna break your heart)
No, I
(This love is only gonna break your heart)
(This love is only gonna break your heart)
Nobody loves no one"
sábado, 5 de março de 2016
Tempo, escolhas e sentimentos.
Você é escravo de três coisas, não importa o que você faça.
Tempo, escolhas e sentimentos.
O tempo, tão obviamente, não pode ser parado ou driblado, controlado ou atrasado. Tem gente que confunde a escravidão do tempo com a da morte, mas não. A morte é como a ultima parada de uma longa viagem, todo mundo eventualmente chega lá e aí não tem pra onde correr. O tempo é como o avião que nos leva à ultima parada. Você foi jogado lá dentro e não tem muito o que fazer senão aproveitar o vôo. Se saltar, chega ao destino mais rápido. Se ficar, sabe aonde vai parar. Nisso você não tem escolha.
As escolhas, claro. Não tão óbvio, porém certeiro. Não existe a possibilidade de vida sem escolhas. Tudo, absolutamente tudo na sua vida é baseado em alguma escolha que você faz. Tudo o que não é imposto pelo tempo ou sentimentos, é fruto de escolhas. Ah! E não se engane. Não escolher também é uma escolha e, na grande maioria das vezes, uma das piores escolhas possíveis. Das três, as escolhas são as únicas que temos algum tipo de poder, algum controle. É a partir delas que moldamos nossa vida da nossa maneira. No exemplo do avião, seria o poder de escolha sobre o que você vai comer e/ou beber, por exemplo. Você pode comer um, outro ou pode não comer, é sua escolha.
E os sentimentos. Das três, certamente a coisa mais incerta. É de conhecimento geral que não podemos escolher o que sentimos. Podemos até aprender a controlá-los, mas não podemos deixar de senti-los por vontade própria. E eles podem ser altamente traiçoeiros, ou altamente bondosos. São uma roleta russa. No avião, eles podem ser qualquer coisa. O medo escondido na bomba na mala da pessoa próxima a você, o amor no canto do sorriso da aeromoça, a raiva gritante no choro da criança quatro cadeiras na sua frente... certamente o mais incerto, podendo ser o melhor ou o pior.
Isso meio que mostra o quanto temos controle das nossas vidas. Só temos um certo poder sobre 1 das 3 coisas que regem todas as vidas inegavelmente.
E há pessoas que escolhem não escolher.
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016
Dispa-se.
Você não possui nada eterno senão sua
própria essência.
Você não tem dinheiro, bens materiais,
tempo, comida, diversão. Nada disso é seu, você pode os possuir por um breve
período de tempo, alguns durando mais, mas nada disso é seu e nada disso será
seu para sempre.
O que faz você se acomodar?
Nem mesmo amor ou sua própria opinião é sua
de forma indeterminada. Seu corpo um dia não será seu. Seu ego um dia vai cair.
Seu orgulho serve pra manter o quê?
O que te faz se retrair, se limitar?
Nós não temos nada a perder, uma vez que
nada temos. Nossa essência é o que nós somos, isso não muda, não é caráter, que
também muda.
Porque desviar o olho? Porque fugir?
A capacidade de se despir, verdadeiramente
se despir, é a coisa mais bonita que um ser humano pode oferecer. Dispa-se de
seus anéis, colares e pulseiras. Dispa-se do seu dinheiro, da sua carteira e da
sua maquiagem. Vá além! Dispa-se do seu ego, do seu orgulho e preconceitos.
Dispa-se das suas opiniões, valores e medos. Dispa-se de sua prepotência,
vaidade e ganancia. Dispa-se de tudo, e deixe-se ser.
Permita-se ver o mundo de novo, como quem
chegou agora. Permita que lhe olhem como você é de fato. Pelo menos permita que
alguém que você ama de verdade te veja assim.
É um exercício difícil, que requer uma
coragem como nenhuma outra. É mostrar toda a sua vulnerabilidade para alguém.
Mas o que há a perder?
Conte seus sonhos mais profundos, mesmo que
impossíveis. Diga o que sente sem medo do julgamento, afinal, quem pode te
julgar?
Somos só seres humanos sem nada. A ilusão
de Ter pode ser cômoda, mas é passageira.
Pense: O quanto você já mudou de opinião
desde que você se formou sua primeira? Quantas vezes se enganou? Quantas vezes
perdeu algo que achou que possuía pra sempre?
Nós nada temos, nós conquistamos momentos
que podem ser breves ou enquanto durar uma vida.
Mas só vive esse momento quem se permite
sair das amarras sociais.
Por isso: Dispa-se. E valorize o que você
tem agora, nesse exato minuto, porque no próximo pode ser só uma lembrança.
Afinal, seus melhores momentos não envolvem se despir de algo?
sexta-feira, 1 de janeiro de 2016
New Year, New Life
De 2015 eu trouxe uma vida nova. Uma clareada na mente e na forma de enxergar o mundo. E nessa vida nova, chegou um grande amor. Amor esse que conseguiu desconstruir todos os enormes muros do castelo em que eu me escondi (e eu já repeti isso tantas vezes..). Amor esse que eu dei livre arbítrio para ler o livro da minha vida, para quem me entreguei e me encantei.
E junto com ele veio a ansiedade, o medo. O medo de me machucar de novo, o medo de que eu achasse novamente motivos para me trancar. Sabe, depois de tanto tempo afundado em melancolia e tristeza, você acaba se acostumando. Pessimista e melancólico, essas, talvez, sejam duas das minhas maiores características. E por mais que eu tente evitar, não consigo. Sou como um viciado, sei o quanto faz mal e, ainda assim, não consigo deixar de recorrer a isso. Pessimista até nisso.
E tamanha vulnerabilidade, completamente despido de rótulos, me assustou. Porque nunca antes eu havia me aberto completamente para alguém, sequer para mim mesmo. E há o medo de perder esse sentimento tão bonito que conquistei junto com a liberdade. E eu me assusto, e talvez assuste também.
Mas eu estou aprendendo. Como alguém que está redescobrindo o mundo, eu aprendo. E sei que não se vive sem se permitir sentir.
E eu sigo, com muito medo, porém muito mais feliz.
Porque me permiti viver.
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