segunda-feira, 27 de agosto de 2012
Nova Religião
Eu vou criar uma religião nova. Ela vai ter como livro-base O Pequeno Príncipe, e vai ser tão simples de interpretar, e tão chocante ao mesmo tempo, que vai se tornar tocante. O livro só tem um autor e uma data de publicação: não vão haver mistérios nessa nova religião. Vai pregar a amizade, a honestidade e o amor, e, ainda mais, a criatividade, a curiosidade e a simplicidade.
O ser adorado vai ser um príncipe. Mas, jamais um príncipe qualquer. Há de ser O Pequeno Príncipe. Não vai ser um ser encarnado, não vão haver imagens, nada de outro planeta, a não ser no sentido literal, visto que é um príncipe intergaláctico. Jamais haverá mistérios de três deuses em um, ou de alguém que se torna deus e em hipótese alguma um deus ausente, covarde e/ou injusto. Não haverá deuses.
Não haverá igreja para essa nova religião. Nenhuma sociedade que pregue-a, ou imponha-na. Nada que vise o lucro. Somente haverá uma doutrina escrita em um livro, na mais simples das linguagens. Ela vai passar de boca em boca, vai ser ensinada por quem queira ensinar, e pra quem queira escutar. Eu vou chama-la de Principismo, e ela vai ser a mais popular das religiões, visto que já existe, mas não tem nome.
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