terça-feira, 3 de junho de 2014

Sabe o amor?

         Sabe o amor? Ele vem me fazendo pensar mais sobre o que realmente ele é nos últimos dias. Muitas histórias sobre quem realmente ama quem, sobre estar sem gostar, sobre a banalização do “eu te amo” e sobre tantas outras coisas que estão ligadas ao amor que eu tive que parar pra deixar escrita minha opinião.
         Pra começo de conversa, o amor tem que ser banal. Não aquele banal de degradar o que é esse sentimento, mas no sentido de que deveria se tornar algo rotineiro, algo do dia a dia, algo pra levar pra vida. Afinal, quem disse que o amor não está intimamente ligado com a vida? A grande maioria das pessoas concorda com isso, mas não entende quão intensa é essa relação.
         Vai dizer que a vida não é banal? Todo mundo só tem uma vida pra chamar de sua, mas ela tá em cada buraco de parede cheio de formigas e cada esquina habitada. Nós lidamos com a vida diariamente, mas ela é tão importante para nós que é muito raro/impossível alguém lidar com o fim de uma vida de forma apática.
         É assim, pra mim, que o amor é ou deveria ser. Além de quê, acho que sempre há uma ligação muito forte entre o amar e o se relacionar com algo ou alguém. O que não pode é dizer que são as mesmas coisas! O amar está relacionado ao querer o bem. O se relacionar nem sempre. Um namoro, por exemplo, não quer dizer que os envolvidos tenham que se amar.
         Entende o que eu quero dizer? O amor está na sua atitude para com o próximo. O namoro está na sua vontade de passar seu tempo com o próximo. São coisas diferentes, mas que podem andar de mãos dadas.
         O amor não é paixão. A paixão está ligada ao desejo de estar com algo ou alguém. O amor está ligado ao simples fato de querer o bem, de se importar com o que/quem lhe é caro.
         O amor se expressa num beijo devagar, num abraço apertado, na sua própria forma de falar com aquela pessoa. Na vontade de saber como está a vida e os sentimentos do próximo. Na necessidade que você sente de ajudar e de sempre querer estar perto. Naquele impulso de gritar com aquela pessoa porque ela está fazendo algo que você julga errado (não porque o ato em si seja mal, mas porque você acredita que irá fazer mal àquela pessoa). Na liberdade que você tem para se abrir com ela.
         Amor é se sentir melhor do que você normalmente se sente na presença de algo/alguém. É você se sentir realmente feliz ou realmente triste de acordo com os sentimentos do outro.
         Pra mim, o verdadeiro relacionamento é o de amor. O único que realmente é duradouro, que tem um futuro promissor. Paixão é para beijos e sexo, ganância e avidez. Amor é para sua felicidade pessoal.
         Amor é o de pai e mãe, o de amigos de verdade. Amor é o de casamentos que fazem bodas de ouro sorrindo um para o outro e raramente brigando. Amor é ciúme na velhice, porque nunca deixa de ver a beleza de quem se ama.
         Amor é um otimismo só por saber que o hoje pode ser mais feliz, simplesmente porque você tem alguém importante para você por perto.
         Amor é a gentileza de oferecer um ombro sempre que for necessário, mesmo sem exigir isso de volta.

         Por fim, amor não é o ciúme ou a vontade de possuir aquela pessoa, isso é paixão. Nem a exigência sobre alguém, isso é expectativa. Amor é ser um pilar, para estar sempre ali, independente da distancia, para que quem você ama sempre possa se apoiar.

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