E junto com ele veio a ansiedade, o medo. O medo de me machucar de novo, o medo de que eu achasse novamente motivos para me trancar. Sabe, depois de tanto tempo afundado em melancolia e tristeza, você acaba se acostumando. Pessimista e melancólico, essas, talvez, sejam duas das minhas maiores características. E por mais que eu tente evitar, não consigo. Sou como um viciado, sei o quanto faz mal e, ainda assim, não consigo deixar de recorrer a isso. Pessimista até nisso.
E tamanha vulnerabilidade, completamente despido de rótulos, me assustou. Porque nunca antes eu havia me aberto completamente para alguém, sequer para mim mesmo. E há o medo de perder esse sentimento tão bonito que conquistei junto com a liberdade. E eu me assusto, e talvez assuste também.
Mas eu estou aprendendo. Como alguém que está redescobrindo o mundo, eu aprendo. E sei que não se vive sem se permitir sentir.
E eu sigo, com muito medo, porém muito mais feliz.
Porque me permiti viver.
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