Tempo, escolhas e sentimentos.
O tempo, tão obviamente, não pode ser parado ou driblado, controlado ou atrasado. Tem gente que confunde a escravidão do tempo com a da morte, mas não. A morte é como a ultima parada de uma longa viagem, todo mundo eventualmente chega lá e aí não tem pra onde correr. O tempo é como o avião que nos leva à ultima parada. Você foi jogado lá dentro e não tem muito o que fazer senão aproveitar o vôo. Se saltar, chega ao destino mais rápido. Se ficar, sabe aonde vai parar. Nisso você não tem escolha.
As escolhas, claro. Não tão óbvio, porém certeiro. Não existe a possibilidade de vida sem escolhas. Tudo, absolutamente tudo na sua vida é baseado em alguma escolha que você faz. Tudo o que não é imposto pelo tempo ou sentimentos, é fruto de escolhas. Ah! E não se engane. Não escolher também é uma escolha e, na grande maioria das vezes, uma das piores escolhas possíveis. Das três, as escolhas são as únicas que temos algum tipo de poder, algum controle. É a partir delas que moldamos nossa vida da nossa maneira. No exemplo do avião, seria o poder de escolha sobre o que você vai comer e/ou beber, por exemplo. Você pode comer um, outro ou pode não comer, é sua escolha.
E os sentimentos. Das três, certamente a coisa mais incerta. É de conhecimento geral que não podemos escolher o que sentimos. Podemos até aprender a controlá-los, mas não podemos deixar de senti-los por vontade própria. E eles podem ser altamente traiçoeiros, ou altamente bondosos. São uma roleta russa. No avião, eles podem ser qualquer coisa. O medo escondido na bomba na mala da pessoa próxima a você, o amor no canto do sorriso da aeromoça, a raiva gritante no choro da criança quatro cadeiras na sua frente... certamente o mais incerto, podendo ser o melhor ou o pior.
Isso meio que mostra o quanto temos controle das nossas vidas. Só temos um certo poder sobre 1 das 3 coisas que regem todas as vidas inegavelmente.
E há pessoas que escolhem não escolher.
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