Me falaram esses dias que 2017 foi o ano de mudanças, ciclos, segundo a astrologia. Olhando pra trás, eu consigo ver os inúmeros ciclos que entrei e sai, alguns ciclos que vieram de antes de 2017 se fecharam, outros começaram e não acabaram. Desde pequenas mudanças até relacionamentos. De fato, foi um ano bem intenso, com todos seus lados positivos e negativos.
Em 2017 eu voltei um relacionamento que me consumia, testei novas possibilidades, descobri novos caminhos. Eu machuquei como jamais imaginei que pudesse e isso reverberou em mim com uma força incrível. Eu entendi o peso de uma traição e a força de um querer. Em 2017 eu vivi relacionamento aberto e até ménage. Eu embarquei numa viagem incrível mas profunda demais pra mim. Fechamos.
Lá pro meio de 2017 eu me vi com mais clareza. O que eu almejava, o que eu sentia falta, o que eu queria fazer da vida. Mas eu ainda estava imerso demais no ciclo da depressão pra fazer algo a respeito. Eu sofri bastante ao lado do meu melhor amigo, que tava passando pelo mesmo problema.
Eu me desesperei por certas vezes por ver que conselhos não servem de nada se não forem seguidos, que eu era incapaz de ajudar e só podia dar meu ombro quando ele precisava, esperando tempos melhores.
Em Novembro eu consegui meu primeiro dinheirinho com trabalho próprio. Foi pouco e sem continuação, mas foi um momento libertador. Uma amarra a menos, mesmo que por uma fração de semanas. E consegui um estágio! Marina, essa pessoa iluminada que passou no meu caminho e ficou no meu coração, conseguiu uma entrevista pra mim e eu amei o trabalho, as pessoas, a rotina. Ainda nesse mês eu cheguei no auge da minha liberdade, no auge da minha independência, no auge da minha felicidade: eu acordei um dia e decidi ser feliz.
Parece simples, parece até óbvio, mas não é. Naquele dia eu entendi que o que eu passava até então era, de fato, depressão. Eu senti aquele peso indo embora e foi um dos momentos mais aliviantes da minha vida, se não, o mais. E pra chegar naquela manhã que eu acordei e decidi ser feliz eu precisei de 24, quase 25 anos da minha vida trabalhando diariamente pra combater aquilo e olhe, não foi fácil.
Quantas vezes eu não tinha forças pra levantar da cama? Quantas vezes eu chorei só em casa? Quantas vezes chorei por pura tristeza? Quantas vezes pensei me me matar? Quantas vezes me doía pensar em ver outras pessoas? Sair? Socializar? Quantas vezes bebi só para fingir alegria? Quantas vezes?
Mas eu superei.
Mas aquele dia chegou. 20 de Novembro de 2017. O dia que eu acordei e decidi ser feliz.
E eu comecei pela parte que mais me deixaria marcas, a parte mais difícil de ser feita: meu relacionamento. Acabei. Doeu. Mas foi um alívio enorme no fim, porque já não cabia mais. Eu já podia ver que apesar do querer, o viver não fazia bem. E deixei ir, e também fui. Comecei a caminhar. Exercício diário, rotina, alimentação. Eu passei a ver que não precisa comer demais, isso era ansiedade. Que certas comidas não faziam bem. Que meu corpo falava e que clamava pelo fim do álcool. Ainda clama. E pouco a pouco, um passo de cada vez, eu sigo atendendo a estes pedidos, sigo tentando respeitar o meu templo, o meu lar.
Tive duas luzes guias que me permitiram chegar onde cheguei nesse ano: Guga e Lara. Lara me ensinou que devemos ser mestres dos nossos corpos, não podemos nos submeter a vontade de coisas materiais. É preciso gerenciar. Guga, depois de tanto proferir "leia Osho, leia Osho" me emprestou os e-books budistas que vivia aconselhando. E, de verdade, eles estão mudando minha vida drasticamente. Eu finalmente estou Feliz. Eu finalmente estou Pleno.
E apesar de o caminho ser longo, eu vou iniciar o ciclo de 2018, ano das conquistas segundo a astrologia, com paz de espírito e harmônia de Ser. :)
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