Esses dias eu senti o meu coração subindo pela garganta, literalmente. Era pressão alta, que tem estado assim já faz quatro dias. Ando numa crise de ansiedade enorme, ando sem muita fome, sem muita vontade de fazer qualquer coisa que seja. Os dias tão meio nublados e as noites tão frias, isso ajuda. A família tá reunida, mas eu nem passo muito tempo junto, não me traz felicidade. E eu tava tão bem há uma semana, poxa.
Ai passa teu aniversário, eu sonho contigo no dia, inconsciente é foda. Acordo xingando, mas jamais daria os parabéns, não cabe mais. Ok, passou. aí vem Pedro falar de tu, eu nem perguntei, queria fugir daquele papo, "mas ele sente falta tanto quanto tu". Eu não sinto falta, era o que eu sempre me disse, mas a verdade é que não é fácil assim esquecer alguém que você amou tanto. E, apesar de eu saber que não faz mais nenhum sentido, eu sinto falta sim. E acabo aqui pensando se meu coração estaria tão fora de harmonia se eu tivesse no teu abraço, ou se ele está fora de si por tu ter dando um passinho dentro do meu dia a dia de novo, mesmo que indiretamente.
Talvez eu esteja implodindo de mágoa, esse sentimento novo tão doído. Mas pelo visto, estou implodindo de drama e pieguice, né? Ódio que até no dia que eu escolho apagar o grindr, surge um tuíte teu, curtido pelos amigos em comum, dizendo que apagou também. Ódio dessa sincronia de merda. Eu queria poder te apagar da minha vida tão fácil como em alguns filmes, tão fácil como eu vi tu me ignorando. E o capricorniano sou eu, ironia.
Mas eu sigo aqui tentando. Eu sigo um dia depois do outro, porque eu sei que vai chegar o dia que eu vou ver teu nome, tua foto e eu não vou sentir nada e aí, talvez, essa dor no coração finalmente pare.
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