segunda-feira, 10 de janeiro de 2022

Sistemas politicos e Capitalismo

   Quanto mais eu leio e penso sobre, mais eu vejo que a gente vive um sistema politico/economico bastante insustentavel. Além dos tradicionais problemas: aumento exponencial da população, poluição, mudanças climaticas, etc. ainda é possivel ver a inconsistencia de um estilo de vida que gira em torno do capital.

  Parando para olhar historicamente, desde o fim do feudalismo, com a ascenção da burguesia e do mercado de troca, surgimento das moedas e, eventualmente, a revolução industrial, é possivel notar que, apesar do crescimento e amadurecimento da sociedade em diversos aspectos, com toda a melhoria de bens que facilitariam o pleno funcionamento da sociedade, o motor do capital dentro da sociedade acabou se provando tão indigesto que foi preciso uma grande parcela da sociedade se rebelar contra esse mesmo sistema para adquirir uma qualidade de vida digna, uma vez que a ganancia humana prevaleceu por muito tempo e tudo o que se via era o acumulo de dinheiro e poder nas maos de poucos.

  Foi preciso que a propria sociedade apertasse os freios do capital, uma vez que o mercado passou por cima do proprio bem estar do povo. Com isso, um novo olhar recaiu sobre a industria, valendo-se das doenças constantes, com ar e agua poluidos, sistemas de esgoto quase inexistentes, para que novas politicas fossem de fato efetuadas visando um funcionamento mais aceitavel das urbes.

  Aqui vemos a outra força motora da sociedade: a política. Com ela, outra forma de poder ascendeu com as repúblicas, parlamentarismos, e democracias que acabaram por se tornar grandes fracassos, apesar de pouco se ver isso ainda. Explico: apesar de seguir a premissa de que esses governos visam o bem da nação e do povo, e assim podem ter sido em seus primordios, eventualmente eles se tornaram antros de poder e, novamente, ganancia. Uma vez que esses sistemas estão bem implementados e passam-se os anos, os novos cidadãos ou entram para o sistema por esquemas e contatos já firmados de quem está dentro, ou não entra, simples assim. 

  Pode até parecer que a decisão é do povo, mas os interesses de quem está dentro regem o funcionamento da sociedade, desde educação até trabalho. E com o poder do Capital seguindo firme, existe a grande orquestra não-tão-por trás dos panos dos grandes empresarios e forças motoras da economia, que hoje já ficam nas mãos de poucos, para que exista a manipulação dos mercados de trabalho, do que se é ensinado, dos salários, bens e qualquer ponto de interesse que venha a aparecer. A força do povo perde espaço quando sua voz pode apenas ser ignorada, dando-se o mínimo e mantendo uma insatisfação controlada.

  O problema é que tais sistemas, apesar de serem claras algumas grandes contribuições para o bem estar da sociedade, como melhores sistemas de saúde, remédios, desenvolvimento urbano, entre outros, eles também trazem uma grande constate: o crescimento do mercado. Cada vez mais pessoas nascem e cada vez mais a industria vê a necessidade de lucro, criando cada vez mais em prol da qualidade, usando dos recursos naturais abusivamente e escolhendo ignorar as consequencias, voltando novamente à ganancia humana.

  Dito isso, é valido interpretar que existem algumas variantes que não são muito contempladas quando se trata de pensar e desenvolver novos sistemas: a primeira sendo a ganância humana, que deve ser sempre abraçada e tida como uma constante, doravante é preciso pensar em meios para as pessoas evoluirem dentro de um sistema, mas de forma limitada para que não haja diferenças que interfiram na dignidade humana, e para isso é necessario entrar em praticamente todos os aspectos do funcionamento atual da sociedade para que o tema seja abarcado de forma holistica e justa. A segunda sendo a quebra dos sistemas politicos tradicionais, acabando-se com as carreiras e grupos fechados dentro do sistema, criando ordens mais dinamicas e renovaveis para que os novos cidadãos possam de fato acompanhar de forma mais objetiva o funcionamento das politicas. E por fim, é preciso haver uma maior preservação dos meios de produção, tirando o poder absoluto do Capital e visando uma maior distribuição de importancia para os bens mais importantes. É importante aqui focar na construção da mente holistica de cada individuo na sociedade, permitindo que eles entendam o funcionamento basico de suas casas, ruas, energias, esgotos, comidas e tudo o que faz parte do dia-a-dia para que haja um melhor entendimento e valorização dos trabalhos, bens naturais e manufaturados, tornando assim, talvez, possivel diminuir um pouco o foco do dinheiro em si.

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